Quem perscruta o corpo do exausto - a pedra irreconhecível – o incessante - a intangibilidade do osso -
Sob as cúpulas - as naves do convincente - lembra as nereides – cartago e shakespeare -
Ante o que se apressa na nuvem do exausto - a palavra do omisso - o que se extinguiu - na putrefacção - o pão do incontido ? -
Quem permanece insaciado - no branco - o olvido - o que se dilui - impronunciável -apaziguante -
Por entre o definitivo cede à luz do insuperável - a voz do intransponível – bizâncio -
Em desvairo retoma a cegueira – o sal do opaco - o desbastado - as arcas do inacessível ? -
sexta-feira, 4 de junho de 2010
domingo, 30 de maio de 2010
EPIGRAMMATA
ignoro a luz do exacto - o que se apressa no branco -
ut recitem tibi nostra rogas epigrammata - nole -
saber-me insaciado - na reverência do explícito -
a pedra do insone - a lâmpada única - que resvala -
ut recitem tibi nostra rogas epigrammata - nole -
saber-me insaciado - na reverência do explícito -
a pedra do insone - a lâmpada única - que resvala -
terça-feira, 27 de abril de 2010
BIRKENAU
1.
Em birkenau vivenciei o ignóbil - a infâmia -
A dor dos cárceres - no abismo da luz - o pranto -
2.
Rendido ao silêncio - a voz apátrida - fez-se muda -
Sobre chuva matutina - extraviada - o inerte -
3.
Relembro os corpos amontoados - os dias turvos -
A sinuosa trilha - do imundo e do perverso -
4.
No casario - selado de negro - tudo se dissipa –
Ladra um cão - o martírio parece não ter fim -
5.
Quem se recosta na pedra do inimaginável –
entre as lajes húmidas - na noite constelada –
Respira a custo – nos confins do frio e da desolação ?-
Revive o anelo vão da infância - a exausta linguagem ?-
6.
Quis tornar válido o milagre - e não descobri um jeito de escapar -
Em birkenau vivenciei o ignóbil - a infâmia -
A dor dos cárceres - no abismo da luz - o pranto -
2.
Rendido ao silêncio - a voz apátrida - fez-se muda -
Sobre chuva matutina - extraviada - o inerte -
3.
Relembro os corpos amontoados - os dias turvos -
A sinuosa trilha - do imundo e do perverso -
4.
No casario - selado de negro - tudo se dissipa –
Ladra um cão - o martírio parece não ter fim -
5.
Quem se recosta na pedra do inimaginável –
entre as lajes húmidas - na noite constelada –
Respira a custo – nos confins do frio e da desolação ?-
Revive o anelo vão da infância - a exausta linguagem ?-
6.
Quis tornar válido o milagre - e não descobri um jeito de escapar -
segunda-feira, 26 de abril de 2010
A MUDANÇA E O DES-SER
1.
Sob o opaco vislumbro uma atenas corrompida - a veemência do ultraje bancário -
Sinto-me abatido e perplexo - na inanição - o cerne da fraqueza -
Meu queixume se mantém - a arraigada voz do insensato - o que se abeira do imprevisto -
2.
Ignoro a constância do desalento - as invectivas exultantes - dos comissários -
Tudo capitula com a atrocidade – a aridez capitalista - a certidão de óbito – do marxismo -
3.
Quem assiste impassível ao jogo - na conivência dos séculos com o obsceno - o fascismo consumista ?-
Desconhece a vida una - os gracejos da plebe - o profundo anelo do lumpen proletariado ?-
4.
Perco-me na desvalidade face - de karl kraus - o distante e o lendário - o que transborda -
Nada apazigua o medo – para lá do palco da saturação – quem fixa a dor desamparada – inerte ?-
5.
Sei-me na lucidez da pedra - o exílio – testemunha do erro - da fatalidade? -
Que revolução permanente sobre ti espera - se torna aridez – intangibilidade – absoluta certeza? -
6.
O canto da zelosa ortodoxia – me parece insípido - a bem-aventurança -
Sou a mudança e o des-ser - a voz do hostil e o ouro do sabat –
A ascensão ao céu e o verdugo - os gerânios sobre o branco – da anarquia -
7.
Há-de sempre bastar-me a música do fugaz - o musgo negro - da beatitude -
A ilícita fantasia ou a invenção - nos trâmites do extraordinário - o verbo-puzzle -
Sob o opaco vislumbro uma atenas corrompida - a veemência do ultraje bancário -
Sinto-me abatido e perplexo - na inanição - o cerne da fraqueza -
Meu queixume se mantém - a arraigada voz do insensato - o que se abeira do imprevisto -
2.
Ignoro a constância do desalento - as invectivas exultantes - dos comissários -
Tudo capitula com a atrocidade – a aridez capitalista - a certidão de óbito – do marxismo -
3.
Quem assiste impassível ao jogo - na conivência dos séculos com o obsceno - o fascismo consumista ?-
Desconhece a vida una - os gracejos da plebe - o profundo anelo do lumpen proletariado ?-
4.
Perco-me na desvalidade face - de karl kraus - o distante e o lendário - o que transborda -
Nada apazigua o medo – para lá do palco da saturação – quem fixa a dor desamparada – inerte ?-
5.
Sei-me na lucidez da pedra - o exílio – testemunha do erro - da fatalidade? -
Que revolução permanente sobre ti espera - se torna aridez – intangibilidade – absoluta certeza? -
6.
O canto da zelosa ortodoxia – me parece insípido - a bem-aventurança -
Sou a mudança e o des-ser - a voz do hostil e o ouro do sabat –
A ascensão ao céu e o verdugo - os gerânios sobre o branco – da anarquia -
7.
Há-de sempre bastar-me a música do fugaz - o musgo negro - da beatitude -
A ilícita fantasia ou a invenção - nos trâmites do extraordinário - o verbo-puzzle -
segunda-feira, 19 de abril de 2010
A CRISE DECISIVA
1.
Quem desfila no meio de uma tempestade em chamas - inebriado -
De novo perpetua o inócuo e o insignificante - o infame - da linguagem -
Em incessante andamento - sob a curva do céu - para o extremo norte -
Quem vem pedir socorro? - Se converte em pedra - o destruído ? -
Neste perambular - desnecessário - donde vem - ilumina?
2.
Tudo se volve abismo iminente - naufrágio sem espectador - eco antigo -
Em vão procuro a enfastiada lucidez - o minotauro - o detalhe que me cega -
A crise decisiva é algo de crónico na humanidade - o tremor - inevitável -
Nenhum tempo é justo - o vazio se propaga - o unânime obscuro -
O subterfúgio impera - a catástrofe - golpe e ferida assoma -
3.
Estou apto para o circum-mundo - a casa-cárcere - o patíbulo -
O sentimento que prevalece é de um fim - de uma extinção -
Quem desfila no meio de uma tempestade em chamas - inebriado -
De novo perpetua o inócuo e o insignificante - o infame - da linguagem -
Em incessante andamento - sob a curva do céu - para o extremo norte -
Quem vem pedir socorro? - Se converte em pedra - o destruído ? -
Neste perambular - desnecessário - donde vem - ilumina?
2.
Tudo se volve abismo iminente - naufrágio sem espectador - eco antigo -
Em vão procuro a enfastiada lucidez - o minotauro - o detalhe que me cega -
A crise decisiva é algo de crónico na humanidade - o tremor - inevitável -
Nenhum tempo é justo - o vazio se propaga - o unânime obscuro -
O subterfúgio impera - a catástrofe - golpe e ferida assoma -
3.
Estou apto para o circum-mundo - a casa-cárcere - o patíbulo -
O sentimento que prevalece é de um fim - de uma extinção -
quinta-feira, 15 de abril de 2010
DOCILIDADE DA PEDRA
Quem acolhe o relâmpago - por sobre a erva do submerso - na luz do tumulto?
Retoma o fulgor da penumbra – a docilidade da pedra - no fundo dos salgueiros? -
Prevalece pelo absorto – o insaciado - na matéria desnuda - do cosmos ?
Retoma o fulgor da penumbra – a docilidade da pedra - no fundo dos salgueiros? -
Prevalece pelo absorto – o insaciado - na matéria desnuda - do cosmos ?
quarta-feira, 14 de abril de 2010
O IMENSCHURÁVEL, JORGE TAXA
Perplexo ante a indecibilidade - perpetuo o intrínseco -
Na detonação dos axiomas - o labirinto desconcertante -
Ilumino o obscuro – o alento irreversível - espesso - inumerável -
Prisioneiro dos antimundos - resvalo na falácia – verbal -
Da filosofia - a matemática do pretensioso - o compacto –
Atapeando o cânone do esparso - resvalo na inflexível - prosa -
Nesse intento - de uma mente em chamas - o prodigioso transe -
Na detonação dos axiomas - o labirinto desconcertante -
Ilumino o obscuro – o alento irreversível - espesso - inumerável -
Prisioneiro dos antimundos - resvalo na falácia – verbal -
Da filosofia - a matemática do pretensioso - o compacto –
Atapeando o cânone do esparso - resvalo na inflexível - prosa -
Nesse intento - de uma mente em chamas - o prodigioso transe -
segunda-feira, 12 de abril de 2010
MIGUEL EYQUEM, MONTAIGNE
1.
Enclausurado no alto da torre - junto ao que resvala - invertebrado -
Perpetuo a eloquência - o que se desmorona - na criação suspensa -
A tautologia - do insigne - o que se desvanece - no implícito -
2.
Embalado no branco da luz - as nuvens - reclino-me - no fugaz -
Na ténue escrita - o vago e inconsciente - écran do corpo - ilógico ? -
3.
O nemus opacum me tenta - a musa irredutível e a filosofia -
Bagatelas - por um massacre - junto ao que capitula - a voz -
Do explícito - a eclosão da pedra opaca - a lucidez - o obstinado ? -
4.
Regressas ao sal do desespero - a esse ritmo do invulnerado -
Nos confins do exíguo ? - Rumo à perpetuidade do incêndio -
O perambular - o grito e a voz do esparso - o olhar indescritível ? -
Enclausurado no alto da torre - junto ao que resvala - invertebrado -
Perpetuo a eloquência - o que se desmorona - na criação suspensa -
A tautologia - do insigne - o que se desvanece - no implícito -
2.
Embalado no branco da luz - as nuvens - reclino-me - no fugaz -
Na ténue escrita - o vago e inconsciente - écran do corpo - ilógico ? -
3.
O nemus opacum me tenta - a musa irredutível e a filosofia -
Bagatelas - por um massacre - junto ao que capitula - a voz -
Do explícito - a eclosão da pedra opaca - a lucidez - o obstinado ? -
4.
Regressas ao sal do desespero - a esse ritmo do invulnerado -
Nos confins do exíguo ? - Rumo à perpetuidade do incêndio -
O perambular - o grito e a voz do esparso - o olhar indescritível ? -
quarta-feira, 7 de abril de 2010
MARCEL DUCHAMP
1.
O anti artista aguarda sua vez - entre os panos de púrpura - a pintura do inepto - o vórtice -
Por entre a volúpia - vagueia - no rito da carência - pelos despojos do irrepetível - o omphalos -
Mediúnico - compacto - irrompe pela lâmpada indestrutível - o ilógico - a avidez do incêndio -
2.
No que intenta - afincado e constante - permanece na impossibilidade - a cegueira dos líquenes -
Fixa o ígneo - o inconsumido corpo - a deserção e os albergues da loucura - o oblíquo transe -
3.
Súbidto do caos - do prolífico - no que entrevê - devasta - de novo -
Sob o incólume - a escala descendente - ilumina o anónimo - pretexto da manufactura - o convulso -
Pelo relâmpago do inclassificado - transforma a hábil- recôndita arte- régia - mutilada -
4.
Quem se esgueira - no elucidativo - o hábil e o conceptual - o resoluto -
Prossegue na rendição perante o purgativo - o que irradia - o ríctus extrapolar -
Junto ao que levita - retoma o arcaico - a pedra e o vôo lírico ? -
O anti artista aguarda sua vez - entre os panos de púrpura - a pintura do inepto - o vórtice -
Por entre a volúpia - vagueia - no rito da carência - pelos despojos do irrepetível - o omphalos -
Mediúnico - compacto - irrompe pela lâmpada indestrutível - o ilógico - a avidez do incêndio -
2.
No que intenta - afincado e constante - permanece na impossibilidade - a cegueira dos líquenes -
Fixa o ígneo - o inconsumido corpo - a deserção e os albergues da loucura - o oblíquo transe -
3.
Súbidto do caos - do prolífico - no que entrevê - devasta - de novo -
Sob o incólume - a escala descendente - ilumina o anónimo - pretexto da manufactura - o convulso -
Pelo relâmpago do inclassificado - transforma a hábil- recôndita arte- régia - mutilada -
4.
Quem se esgueira - no elucidativo - o hábil e o conceptual - o resoluto -
Prossegue na rendição perante o purgativo - o que irradia - o ríctus extrapolar -
Junto ao que levita - retoma o arcaico - a pedra e o vôo lírico ? -
segunda-feira, 5 de abril de 2010
O DESABRIGO
Confinado à inútil trégua - da filosofia - o tremor - a nostalgia -
A mais extassiada retina - sobre nada - o sono que desaba -
Saber-me na veemência do inalcançado - as nuvens do fecundo -
Torpe sussurro da voz - o sequioso corpo - ao desabrigo -
Nenúfares - náufrago que pressinto - o interruptor metálico -
Lanterna - luz da cera que vislumbro - o rumor das orquídeas silvestres -
A mais extassiada retina - sobre nada - o sono que desaba -
Saber-me na veemência do inalcançado - as nuvens do fecundo -
Torpe sussurro da voz - o sequioso corpo - ao desabrigo -
Nenúfares - náufrago que pressinto - o interruptor metálico -
Lanterna - luz da cera que vislumbro - o rumor das orquídeas silvestres -
quarta-feira, 31 de março de 2010
ANTONIN ARTAUD
1.
Porque náusea - gerânios e escombros de alma - aresta facetada -
Mutação da dor - o delírio - sobre o cérebro – porta giratória –
Desfiguração - caos estomacal - poema inconcebível - transe -
Diz: porque pulsos expectantes - opacidade - lanterna obtusa -
Máscara petrificada - chama intacta - ressequida - osso indelevel-
Diz: porque inconsistência – lucidez - inaplacável desespero -
Ou asfixia - pesa-nervos – voz de pedra - humanidade morta - rodez -
Diz: porque o inexorável - negro céu - o demónio eloquente? -
2.
Porque o inescrutável – a conversão - o poema lúcido - a dose de peyotl -
Diz: porque o cataclismo – o corpo voraz - paralítico - a cura - o pedestinado passamento -
Ou voz do impróprio - a unânime morada do inflamável - as instruções do naturalismo mágico -
Porque a ressonância - dos tarahumaras – a fulgurância das vastidões vazias –
Diz: porque a bruxaria fisiológica – o rastejar – na lava – o inominado? -
Porque náusea - gerânios e escombros de alma - aresta facetada -
Mutação da dor - o delírio - sobre o cérebro – porta giratória –
Desfiguração - caos estomacal - poema inconcebível - transe -
Diz: porque pulsos expectantes - opacidade - lanterna obtusa -
Máscara petrificada - chama intacta - ressequida - osso indelevel-
Diz: porque inconsistência – lucidez - inaplacável desespero -
Ou asfixia - pesa-nervos – voz de pedra - humanidade morta - rodez -
Diz: porque o inexorável - negro céu - o demónio eloquente? -
2.
Porque o inescrutável – a conversão - o poema lúcido - a dose de peyotl -
Diz: porque o cataclismo – o corpo voraz - paralítico - a cura - o pedestinado passamento -
Ou voz do impróprio - a unânime morada do inflamável - as instruções do naturalismo mágico -
Porque a ressonância - dos tarahumaras – a fulgurância das vastidões vazias –
Diz: porque a bruxaria fisiológica – o rastejar – na lava – o inominado? -
terça-feira, 30 de março de 2010
WALTER BENJAMIN
Em porto bau - a pólvora do resoluto - a morfina do fugaz - as visões -
Desse mundo inapreendido - a voz do esotérico - os relâmpagos - da iluminação profana -
Saber-me na veemência do obscuro – o que ousa ser a falência – do anjo da história –
No que abdiquei - a possessão do corpo – o inevitável delírio - bolchevique -
Sobre o vazio - a nudez da pedra - o único e a sua propriedade – a decência -
Sobre o que inventamos – o inútil comedimento – a irrecusável luz - do mar -
Partir esquecendo os marinheiros de kronstadt - a santificação da revolta -
Desse mundo inapreendido - a voz do esotérico - os relâmpagos - da iluminação profana -
Saber-me na veemência do obscuro – o que ousa ser a falência – do anjo da história –
No que abdiquei - a possessão do corpo – o inevitável delírio - bolchevique -
Sobre o vazio - a nudez da pedra - o único e a sua propriedade – a decência -
Sobre o que inventamos – o inútil comedimento – a irrecusável luz - do mar -
Partir esquecendo os marinheiros de kronstadt - a santificação da revolta -
segunda-feira, 29 de março de 2010
ALENTO DA INSÂNIA - O ELUCIDATIVO
1.
Quem acende a lâmpada do inabalável - a luz do nada -
Permanece no alento da insânia - a lonjura - o elucidativo -
Sobre a demência da pintura - retoma a voz do irrecusável ? -
2.
Quem irrompe pelo exausto - o furtivo - o irreversível corpo -
Na tela - junto ao cavalete - celebra a intransponível - sombra -
O que se desdiz no apelo lácteo - a música - a arte do inabitual ? -
3.
Sobre a desaparição - o fulgor do branco - o que se apressa no hábil -
Resvala na loucura - o traço adicional - a geometria do inesperado -
O surgir do abrupto - a claridade - onde transpões a labareda do hostil -
Quem acende a lâmpada do inabalável - a luz do nada -
Permanece no alento da insânia - a lonjura - o elucidativo -
Sobre a demência da pintura - retoma a voz do irrecusável ? -
2.
Quem irrompe pelo exausto - o furtivo - o irreversível corpo -
Na tela - junto ao cavalete - celebra a intransponível - sombra -
O que se desdiz no apelo lácteo - a música - a arte do inabitual ? -
3.
Sobre a desaparição - o fulgor do branco - o que se apressa no hábil -
Resvala na loucura - o traço adicional - a geometria do inesperado -
O surgir do abrupto - a claridade - onde transpões a labareda do hostil -
quarta-feira, 24 de março de 2010
ERWIN PISCATOR
1.
Sobre as abóbadas iluminadas - o palco artesanal - invulnerado -
O studio - de erwin piscator - desaprendendo o mundo - a desfazer-se -
2.
Através da caducidade da voz - quem cede ao movimento perpétuo –
A convulsão das palavras - sobre a luz pulsante - decapitada ? -
3.
O exercício da queda - inconcebível - o fragmentarium - corpo -
Núcleo e periferia - o fôlego do teatro épico - inapreensível -
Trazendo algo de muito remoto - a tribuna política - a cura mágica -
Sobre as abóbadas iluminadas - o palco artesanal - invulnerado -
O studio - de erwin piscator - desaprendendo o mundo - a desfazer-se -
2.
Através da caducidade da voz - quem cede ao movimento perpétuo –
A convulsão das palavras - sobre a luz pulsante - decapitada ? -
3.
O exercício da queda - inconcebível - o fragmentarium - corpo -
Núcleo e periferia - o fôlego do teatro épico - inapreensível -
Trazendo algo de muito remoto - a tribuna política - a cura mágica -
sexta-feira, 19 de março de 2010
BALTHUS
Diante do sono branco - pelo entardecer - o atelier - de balthus -
O que desdobra na luz desamparada - obscura - hermética -
As visões anacrónicas - da pura permanência - o monólogo - o grito -
O que assoma na nudez - o corpo incendiado - a veracidade adolescente -
Símbolos e imagens - relâmpagos ocultos – nas vidraças - crayons do esplendor -
Diante do que se esvai na loucura - a elegia - o signo-senhal - o sete-estrelo -
O que desdobra na luz desamparada - obscura - hermética -
As visões anacrónicas - da pura permanência - o monólogo - o grito -
O que assoma na nudez - o corpo incendiado - a veracidade adolescente -
Símbolos e imagens - relâmpagos ocultos – nas vidraças - crayons do esplendor -
Diante do que se esvai na loucura - a elegia - o signo-senhal - o sete-estrelo -
quinta-feira, 18 de março de 2010
VIENA DE WITTGENSTEIN
1.
Arremessado sobre a noite escura – quem escuta o torpor da voz de wittgenstein ?
O intermitente corpo da musa - denso solilóquio - voz amante - do insano –
Vasto senhorio da philosophia - o indizível - a linguagem-mundo - inefável ? -
2.
No frémito de viena - o dúbio clamor das arestas – klint e seu modelo –
Entre estrelas - o indelével som de schöenberg – lâmpada sobre o abismo -
3.
A profusa demência - de karl kraus - posse fugaz e causticante – nas noites da insónia – o teatro de poesia -
Súbita a face andrógina de weininger - ríctus fálico que exibo -
arremetido corpo - onde se desnuda teu rosto e te ocultas - inconsútil mefistófeles -
4.
O ímpeto do verbo escuro - minha fraqueza - vertige du déplacement -
O que subsiste - no solilóquio - acarência - voz do estático -
A irrepetível carta de lord chandos - inconstância pressentida? -
Arremessado sobre a noite escura – quem escuta o torpor da voz de wittgenstein ?
O intermitente corpo da musa - denso solilóquio - voz amante - do insano –
Vasto senhorio da philosophia - o indizível - a linguagem-mundo - inefável ? -
2.
No frémito de viena - o dúbio clamor das arestas – klint e seu modelo –
Entre estrelas - o indelével som de schöenberg – lâmpada sobre o abismo -
3.
A profusa demência - de karl kraus - posse fugaz e causticante – nas noites da insónia – o teatro de poesia -
Súbita a face andrógina de weininger - ríctus fálico que exibo -
arremetido corpo - onde se desnuda teu rosto e te ocultas - inconsútil mefistófeles -
4.
O ímpeto do verbo escuro - minha fraqueza - vertige du déplacement -
O que subsiste - no solilóquio - acarência - voz do estático -
A irrepetível carta de lord chandos - inconstância pressentida? -
quarta-feira, 17 de março de 2010
MARRAQUEXE
Sob a campânula os in-fólios - a pedreira -
Luzes e sombras - a brisa do entardecer -
Deter-me nas vitrines - a discórdia da arte -
Prolongar o ilícito - o som do deserto - funânbulo pretexto -
Junto a um postal ilustrado de marraquexe
Saber que embarco e perpetuo a insónia do corpo
A inapreensível voz do ténue - o plausível -
A lucidez antes de cair por terra - o esparso -
Fiel ao obtuso - a música do inenarrável -
Luzes e sombras - a brisa do entardecer -
Deter-me nas vitrines - a discórdia da arte -
Prolongar o ilícito - o som do deserto - funânbulo pretexto -
Junto a um postal ilustrado de marraquexe
Saber que embarco e perpetuo a insónia do corpo
A inapreensível voz do ténue - o plausível -
A lucidez antes de cair por terra - o esparso -
Fiel ao obtuso - a música do inenarrável -
terça-feira, 16 de março de 2010
RETÁBULO EM CHAMAS - DORA MAAR
Quem se detém na voz alucinada - o retábulo em chamas -
Desliza pela infância - sob a lava - a memória do irreversível?
Junto ao retrato de dora maar - prossegue mudo - sobre a luz depurada?
Quem contempla pela derradeira vez a nuvem branca - o ímpeto do falacioso -
Por cima das velhas naves do incerto - vislumbra a pedra profanada ?
Porto, 16 Março 2010
Desliza pela infância - sob a lava - a memória do irreversível?
Junto ao retrato de dora maar - prossegue mudo - sobre a luz depurada?
Quem contempla pela derradeira vez a nuvem branca - o ímpeto do falacioso -
Por cima das velhas naves do incerto - vislumbra a pedra profanada ?
Porto, 16 Março 2010
segunda-feira, 15 de março de 2010
DANDY
Sob a sonolência de heliogábalo busquei a lucidez do dandy stendhaliano
Tornei-me irrelevante - anónimo - a mosca de diógenes - o fôlego de adónis -
Abotoado como george brummel - a la recherche d’ une parole perdue -
Permaneço junto das túlipas - na voz diáfama de callímaco -
Sou o hóspede clandestino - que indaga a palavra do omisso -
A penumbra e o silêncio - o corpo ocioso de alcibíades -
Sou a erva húmida e o júbilo desnecessário - a indiscrição da pedra - antínoo -
O que se aprimora no frívolo - a suplicação do artifício – o intransponível spleen -
Porto, 14 Março 2010
Tornei-me irrelevante - anónimo - a mosca de diógenes - o fôlego de adónis -
Abotoado como george brummel - a la recherche d’ une parole perdue -
Permaneço junto das túlipas - na voz diáfama de callímaco -
Sou o hóspede clandestino - que indaga a palavra do omisso -
A penumbra e o silêncio - o corpo ocioso de alcibíades -
Sou a erva húmida e o júbilo desnecessário - a indiscrição da pedra - antínoo -
O que se aprimora no frívolo - a suplicação do artifício – o intransponível spleen -
Porto, 14 Março 2010
sábado, 20 de fevereiro de 2010
SEREIA
Lembro um diagrama antigo - a melancolia mesopotâmica - um resto de nogueira de altenburgo - um cacto na minha parede do sexto andar – o retrato do jovem ésquilo ali mesmo – sob a ponte de brooklim – a amplitude do deserto - sempre recomeçado - a terra extenuada que me prende – voz inimitável – da sereia – que me impele à doce ciência de que vivo - o cemitério marinho – sobre o ouro e a pedra – inflexível –
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