AMPOLAS DE MORFINA - FILME RECOMEÇADO - DA INSÓNIA -
1.
Dentro das arcas - o mar do impetuoso - óleo gravuras - que procuro -
Traços do insano - nas fotos de emily dickinson - incumbência do perecível -
2.
As películas - retratos imaturos - mãos atadas - nos confins - do inominado -
Lentes - lâmpadas - folhas sêcas sobre a cabeça entreaberta - infinito encenado -
3.
Esquecer o que se percute - na retina - seus desenhos - refractários astros -
Esse enlevo dos brônquios - mapas esquecidos - do aéreo - a voz do incisivo -
4.
Sobre o frémito da pedra - alucinada - a erva que entre as nuvens resplandece -
Os barbitúricos do esparso - sal-gema - larva que se esvai - hermético contrito ? -
5.
Entre as ampolas de morfina e as bobines de dreyer - o filme recomeçado da insónia -
A vicissitude das imagens - que se esboroam - noite húmida - deserto do instável -
terça-feira, 16 de agosto de 2011
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
GIORDANO BRUNO - CAMPO DI FIORI -
1.
junto do céu largo em campo di fiori - a sua face vencida já não vejo -
corpo convulso - desatando-se - da chama - último gesto - rememoro -
2.
como resgatar o funesto - a luz - do pátio ininterrupto - revoada de aves -
sob o cadafalso - indiscritível - jovem manhã - do inerte - que o céu cala ? -
junto do céu largo em campo di fiori - a sua face vencida já não vejo -
corpo convulso - desatando-se - da chama - último gesto - rememoro -
2.
como resgatar o funesto - a luz - do pátio ininterrupto - revoada de aves -
sob o cadafalso - indiscritível - jovem manhã - do inerte - que o céu cala ? -
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
CEMITÉRIO MARINHO - VÁCUO DA VAGA - VENTANIA - MAPA -
- ESCAMA DO INFLEXÍVEL
Cemitério marinho - envolto na bruma -sobre o sal do exasperado -
Recôndita lâmpada - do ar - brisa - vácuo da vaga - granada obscura -
Falésia - ventania - mapa - enlêvo de morrer - escama do inflexível -
Pedra demente - do olvido - desastre que sustém - tua vaga literatura -
Cemitério marinho - envolto na bruma -sobre o sal do exasperado -
Recôndita lâmpada - do ar - brisa - vácuo da vaga - granada obscura -
Falésia - ventania - mapa - enlêvo de morrer - escama do inflexível -
Pedra demente - do olvido - desastre que sustém - tua vaga literatura -
sexta-feira, 29 de julho de 2011
VOZ MALOGRADA - DO DEFINITIVO -
- SAGESSE IMPRATICÁVEL
Tempo de decifrar - o que me transporta - ao antagónico - o aéreo -
Voz - malograda - do definitivo - música - de bach - beira - nuvem -
Vazio - maturação da palavra - luz inalterável - lâmina do contínuo -
Obscura - pretensão metafórica do irrealizável - sagesse - impraticável -
Moradas da insânia - onde te transmutas - vasta expectação - dos mapas -
Tempo de decifrar - o que me transporta - ao antagónico - o aéreo -
Voz - malograda - do definitivo - música - de bach - beira - nuvem -
Vazio - maturação da palavra - luz inalterável - lâmina do contínuo -
Obscura - pretensão metafórica do irrealizável - sagesse - impraticável -
Moradas da insânia - onde te transmutas - vasta expectação - dos mapas -
quinta-feira, 28 de julho de 2011
JARRY QUE RESSURGE - TÉNUE MAR DE COBALTO - EM MONTMARTE -
INANIÇÃO - DO ESPLENDOR - MERDRE -
Sob os mapas - na parede - as águas - a predilecção do branco -
Deter-me no ilícito - da vidraça - o postal ilustrado de marraquexe -
Saber que embarco - e perpetuo - os himens - a insónia do corpo -
Oaristo - inapreensível - voz que se aparta - na luz - pedra - factível? -
A lucidez antes de cair por terra - os papéis líricos - vagar no deserto -
Presságio - furtiva intempérie - inanição - do esplendor - merdre -
Jarry que ressurge - cúmplice - ténue mar de cobalto - em montmarte -
Sob os mapas - na parede - as águas - a predilecção do branco -
Deter-me no ilícito - da vidraça - o postal ilustrado de marraquexe -
Saber que embarco - e perpetuo - os himens - a insónia do corpo -
Oaristo - inapreensível - voz que se aparta - na luz - pedra - factível? -
A lucidez antes de cair por terra - os papéis líricos - vagar no deserto -
Presságio - furtiva intempérie - inanição - do esplendor - merdre -
Jarry que ressurge - cúmplice - ténue mar de cobalto - em montmarte -
quarta-feira, 27 de julho de 2011
FOTOGRAMA - DO IRREVERSÍVEL -
- A INEGÁVEL - ASSERÇÃO -
1.
Sob o signo do parco - a inexcedida - deriva - das imagens -
Pão - sol ferido - do insano - a evolar-se - cal - do deserto -
2.
Busquei os mapas - do opaco - a lucidez - inegável - asserção -
O que resplandece na prata - aclarado - fotograma do irreversível -
3.
Confinado ao eterno pretexto - da contradição - a tela - do ar -
Persisti - na ânsia da extrapolação - canónica - indizível suspenso -
4.
Em sua boca - húmida - contemplei - a noite - pedra - que vacila -
E a faca do exacto - o relâmpago - que subsiste - para dentro -velado? -
1.
Sob o signo do parco - a inexcedida - deriva - das imagens -
Pão - sol ferido - do insano - a evolar-se - cal - do deserto -
2.
Busquei os mapas - do opaco - a lucidez - inegável - asserção -
O que resplandece na prata - aclarado - fotograma do irreversível -
3.
Confinado ao eterno pretexto - da contradição - a tela - do ar -
Persisti - na ânsia da extrapolação - canónica - indizível suspenso -
4.
Em sua boca - húmida - contemplei - a noite - pedra - que vacila -
E a faca do exacto - o relâmpago - que subsiste - para dentro -velado? -
segunda-feira, 25 de julho de 2011
A NOITE - RETINA CONCENTRADA -
INCÊNDIO INABALÁVEL
1.
Sentindo a navalha - na pedra - seu corpo inerme - o jogo do desabitado -
Pela água da cisterna - a noite - retina concentrada - incêndio inabalável -
2.
Mente nômade - escombros no deserto - humidade - das arcas insuperáveis -
Sal do esparso - ímpeto da febre - altas nuvens - da luz - impassível escuridade -
3.
Quem se aparta - calado - pelo fragrante - indefeso - resvala pelo eloquente -
No tempo que virá - ilumina - a voz do inexcedido - mar perpétuo - incontido ? -
1.
Sentindo a navalha - na pedra - seu corpo inerme - o jogo do desabitado -
Pela água da cisterna - a noite - retina concentrada - incêndio inabalável -
2.
Mente nômade - escombros no deserto - humidade - das arcas insuperáveis -
Sal do esparso - ímpeto da febre - altas nuvens - da luz - impassível escuridade -
3.
Quem se aparta - calado - pelo fragrante - indefeso - resvala pelo eloquente -
No tempo que virá - ilumina - a voz do inexcedido - mar perpétuo - incontido ? -
ARGÚCIA DO DEVASTE
FULGOR DO ÍNFIMO – POR TRÁS DA PEDRA -
Sob a lâmina - o pescoço distendido - as bétulas - cada instante -
Lâmpada que subsiste - no fulgor do ínfimo - por trás da pedra -
LUZ PRATEADA – DOS REFLECTORES –
Argúcia do devaste - onde vislumbro - a luz prateada - dos reflectores -
Os códices - no fundo das águas - os mapas - entre as ervas salinas -
GRÃOS DE SAL – ANTE OS PULMÕES -
Cacto e orvalho - sobre a memória ténue - corpo que se dissipa -
Obstinação das pálpebras - pão - grãos de sal - ante os pulmões -
Sob a lâmina - o pescoço distendido - as bétulas - cada instante -
Lâmpada que subsiste - no fulgor do ínfimo - por trás da pedra -
LUZ PRATEADA – DOS REFLECTORES –
Argúcia do devaste - onde vislumbro - a luz prateada - dos reflectores -
Os códices - no fundo das águas - os mapas - entre as ervas salinas -
GRÃOS DE SAL – ANTE OS PULMÕES -
Cacto e orvalho - sobre a memória ténue - corpo que se dissipa -
Obstinação das pálpebras - pão - grãos de sal - ante os pulmões -
sexta-feira, 22 de julho de 2011
MAR OBSCURO - DO IRRESOLUTO -
Por sobre o sono - vislumbras a eclosão da tâmara - reflectida -
Sobre a chama - a pedra - do invulnerado - o sal - do obstinado -
Noite - luz - que assoma na retina - mar obscuro - do irresoluto ? -
Sobre a chama - a pedra - do invulnerado - o sal - do obstinado -
Noite - luz - que assoma na retina - mar obscuro - do irresoluto ? -
quinta-feira, 14 de julho de 2011
LETRA SOBRE O INCOLUME - INCONSÚTIL EMBRIAGUEZ
O peixe e a boca de sal - a palavra que se divisa no oblíquo -
Lava da escrita - o inerme - tácito fulgor - do inominável -
Infindável pobreza do scriptor - ébria simbiose - do aéreo -
Aleph – men – thau – injustificada letra - sob o incólume -
A cegueira do hábil - nuvem do disperso - delito - blasfémia -
Renuncia e nevrose - voz - que nos compele ao indecifrável -
Inconsútil embriaguez - arte hermética - do intransponível ? -
Lava da escrita - o inerme - tácito fulgor - do inominável -
Infindável pobreza do scriptor - ébria simbiose - do aéreo -
Aleph – men – thau – injustificada letra - sob o incólume -
A cegueira do hábil - nuvem do disperso - delito - blasfémia -
Renuncia e nevrose - voz - que nos compele ao indecifrável -
Inconsútil embriaguez - arte hermética - do intransponível ? -
terça-feira, 12 de julho de 2011
CÉU ÀS AVESSAS - MAPAS DO REVERSÍVEL
Ante o que se remove - nesses mapas - do reversível -
O céu às avessas - profusão do dúbio - in – saciado ? -
Luz - húmida - ímpia figura de pedra - sob o pórtico -
Inerme lógica - do aéreo - hieróglifos do tarô - gárgula -
Antecipando - o que subsiste - emerso - pelo visível ? -
O céu às avessas - profusão do dúbio - in – saciado ? -
Luz - húmida - ímpia figura de pedra - sob o pórtico -
Inerme lógica - do aéreo - hieróglifos do tarô - gárgula -
Antecipando - o que subsiste - emerso - pelo visível ? -
terça-feira, 5 de julho de 2011
ÁUGURE DA GNOSE - POR SOBRE A ABÓBADA E A NAVE
TANGÊNCIA - PEDRA QUE SE APRONTA - NO ESTERTOR DA LUZ -
Eis-me junto do ignoto - áugure da gnose - por sobre a abóbada e a nave - a figura do reverso -
Junto à cal irremediável - a nuvem do propício - sua chave - antecipação - saltério químico - de nicolas flamel -
No que descerras - o tóteme do contíguo - a trespassada obstinação da geometria - ângulo ininterrupto -
Tangência - pedra que se apronta - no estertor da luz - o cinzel - do delírio - arcos do triunfo - a cabeça do baphomet -
Eis-me junto do ignoto - áugure da gnose - por sobre a abóbada e a nave - a figura do reverso -
Junto à cal irremediável - a nuvem do propício - sua chave - antecipação - saltério químico - de nicolas flamel -
No que descerras - o tóteme do contíguo - a trespassada obstinação da geometria - ângulo ininterrupto -
Tangência - pedra que se apronta - no estertor da luz - o cinzel - do delírio - arcos do triunfo - a cabeça do baphomet -
quinta-feira, 30 de junho de 2011
UBÍQUO DAGUERREÓTIPO - LENTE DO AVÊSSO -
VOZ DO LOQUAZ - TIMBRE DIMINUTO -
1.
Entre o frémito das imagens - a célere - consumação do díspar -
Meu ubíquo daguerreótipo - lente do avêsso - luz implacável -
2.
Sob a areia - do incólume - a película imóvel - obscuro - hermético -
Justaposto - som - da insónia - o apelo do ignoto - recanto imundo -
3.
Essa voz do loquaz - timbre - diminuto - que subsiste - inapropriado -
Pela cisterna - a irrisão da pedra - a mais recôndita - lâmina dourada -
4.
No que perscrutas - comedido - a cegueira - luz oculta - inalterável -
O baú dos mapas - os lírios - que irrompem na cal - a esborar-se -
5.
Os juncos - fráguas - inflexível lucidez do aéreo - tácito fulgor -
Do inominável - obtuso - recôndito - corpo - palavra insaciável ? -
1.
Entre o frémito das imagens - a célere - consumação do díspar -
Meu ubíquo daguerreótipo - lente do avêsso - luz implacável -
2.
Sob a areia - do incólume - a película imóvel - obscuro - hermético -
Justaposto - som - da insónia - o apelo do ignoto - recanto imundo -
3.
Essa voz do loquaz - timbre - diminuto - que subsiste - inapropriado -
Pela cisterna - a irrisão da pedra - a mais recôndita - lâmina dourada -
4.
No que perscrutas - comedido - a cegueira - luz oculta - inalterável -
O baú dos mapas - os lírios - que irrompem na cal - a esborar-se -
5.
Os juncos - fráguas - inflexível lucidez do aéreo - tácito fulgor -
Do inominável - obtuso - recôndito - corpo - palavra insaciável ? -
segunda-feira, 13 de junho de 2011
SIGLA E SENHA - ARTE CONSUMADA DO IRRESOLUTO
Dir-te-ei o que sobeja - da pintura - a luz - dissonante - irreversível -
Os mapas do aéreo - voz elíptica - pedra obscura - cúpulas do avesso -
Refratária voluta do anónimo - nave - que subsiste - sigla e senha -
Saciedade - téssera - pitagórica trama - arte consumada do irresoluto -
Os mapas do aéreo - voz elíptica - pedra obscura - cúpulas do avesso -
Refratária voluta do anónimo - nave - que subsiste - sigla e senha -
Saciedade - téssera - pitagórica trama - arte consumada do irresoluto -
segunda-feira, 6 de junho de 2011
RECÔNDITA ARTE - GAIO SABER - LUZ DO OLVIDO -
O TORDO E O BOI - NA NEBLINA - GRALHA DO OBSTINADO - O FENO E OS MUROS -
A Maria Estela Guedes evocando a "alquimia" que tinha também o nome de Agricultura celeste e os seus Adeptos o de Lavradores
1.
Língua das pedras - gaio saber - luz do olvido - arcano maior - corpo dúbio -
Despercebida voz do fidedigno - as aves e o cervo - à beira do caminho -
O monte de calcário - para o céu - gralha do obstinado - o feno e os muros -
2.
Campo ceifado - inflexível ecrã - cálido fulgor - do branco - a desmedida do grito -
O pastor e o gado - do aéreo - yin e yang - as pegadas nas nuvens - do disperso -
Espessa luz - do desconhecido -conjecturas - placenta do anónimo - solve et coagula -
3.
Humidade do bosque - quietude da chama - irremediável - fala - remoinho de água -
Pela borda - do prado - o pertinaz fulgor - do ígneo - o som - orfandade da acácia -
4.
O tordo e o boi - na neblina - ebriedade da mente - floresta e campos lamacentos -
Sob o incêndio - a saciedade do verme - ímpeto - da erva daninha e do carvalho -
5.
A porta franqueada da torre e os ramos de jacinto - carpas pela água do irresolúvel -
Mapas do comedido - porcelanas - sais- - a lâmina e o arcabuz - ociosidade do arado -
6.
A água do inalterável - nesta colina - ar nas entranhas - alcateia - dizer do incontido -
Poço que me domina - inútil voz - do insaciável - recôndita arte - larva que incandesce-
A Maria Estela Guedes evocando a "alquimia" que tinha também o nome de Agricultura celeste e os seus Adeptos o de Lavradores
1.
Língua das pedras - gaio saber - luz do olvido - arcano maior - corpo dúbio -
Despercebida voz do fidedigno - as aves e o cervo - à beira do caminho -
O monte de calcário - para o céu - gralha do obstinado - o feno e os muros -
2.
Campo ceifado - inflexível ecrã - cálido fulgor - do branco - a desmedida do grito -
O pastor e o gado - do aéreo - yin e yang - as pegadas nas nuvens - do disperso -
Espessa luz - do desconhecido -conjecturas - placenta do anónimo - solve et coagula -
3.
Humidade do bosque - quietude da chama - irremediável - fala - remoinho de água -
Pela borda - do prado - o pertinaz fulgor - do ígneo - o som - orfandade da acácia -
4.
O tordo e o boi - na neblina - ebriedade da mente - floresta e campos lamacentos -
Sob o incêndio - a saciedade do verme - ímpeto - da erva daninha e do carvalho -
5.
A porta franqueada da torre e os ramos de jacinto - carpas pela água do irresolúvel -
Mapas do comedido - porcelanas - sais- - a lâmina e o arcabuz - ociosidade do arado -
6.
A água do inalterável - nesta colina - ar nas entranhas - alcateia - dizer do incontido -
Poço que me domina - inútil voz - do insaciável - recôndita arte - larva que incandesce-
sexta-feira, 20 de maio de 2011
ISAAC BABEL, VÉSPERA SABÁTICA
1.
Isaac Babel há-de chegar - com a cavalaria vermelha - presságio do dúbio -
Entre as nuvens- caminho de ninguém - a véspera sabática - da cegueira -
Sob a côr púrpura - a chama - da escrita - na cabeça - lâmpada do prolífico -
Brisa maior - da treva - a infranqueável lucidez - irrepetível grito - na noite -
2.
Invocando odessa - a saciedade da pedra - que nos devasta - e se precepita -
Os mapas - da sonolência - lábios do sedento - pretexto do bosque indistinto -
Por detrás da impenetrável ferida - o obscuro amigo - a memória do implacável -
Luz desvanecida - do aéreo - a nudez - do ultraje - cárcere - serpente inacessível -
Isaac Babel há-de chegar - com a cavalaria vermelha - presságio do dúbio -
Entre as nuvens- caminho de ninguém - a véspera sabática - da cegueira -
Sob a côr púrpura - a chama - da escrita - na cabeça - lâmpada do prolífico -
Brisa maior - da treva - a infranqueável lucidez - irrepetível grito - na noite -
2.
Invocando odessa - a saciedade da pedra - que nos devasta - e se precepita -
Os mapas - da sonolência - lábios do sedento - pretexto do bosque indistinto -
Por detrás da impenetrável ferida - o obscuro amigo - a memória do implacável -
Luz desvanecida - do aéreo - a nudez - do ultraje - cárcere - serpente inacessível -
terça-feira, 10 de maio de 2011
CRISE DECISIVA - UNÂNIME OBSCURO - ARITMÉTICA DO INFAME
1.
Quem desfila - apressado - no meio de uma tempestade - em chamas - antevê -
O palco - da inépcia? - A nuvem suicida - do sono - a morfina - sumptuoso - animal -
E sob a curva do céu - vem pedir socorro? - Ilumina - a retina - mente - senil ? -
Quem fixa a inadiável cegueira - do visível? - Frente ao decrépito - perpetua -
De novo o inócuo - e o insignificante? - Nos confins do infame - o transe ? -
2.
Entre os códices do exacerbado - o voo dos corvos e das carpas - a lucidez do recôndito -
Este saber do incauto - sobre as cisternas - do irecuperável - o revólver - a erva e o caule -
Lâmpada de cal - na argila rasa - os ditames do díspar - canais e levadas - imagens do parco -
3.
Quem perpetua o abismo iminente - este naufrágio sem espectador - o nada e o aquém? -
No emanharado - da comercialização maciça - vislumbra - a aritmética do infame? -
E sucumbe ao ardil bancário - a insensatez? - Na errância - perambular - donde vem? -
Desperto e incissivo - se extenua - na clareza - do hostil - o labor do sacrílego? -
4.
Em vão procuro a enfastiada lucidez - o detalhe - que me cega - entre - visto -
A crise decisiva é algo de crónico na humanidade - a intransigência vacila -
Nenhum tempo é justo - o vazio se propaga - o logro - a indigente lucidez -
O unânime – obscuro - golpe e ferida – que esqueço - viscosidade do anônimo -
5.
Estou apto para o circum-mundo - a torre de pedra - a casa cárcere - o patíbulo -
Nessa nudez - na calle - o sentimento que prevalece é de um fim - de uma extinção –
Quem desfila - apressado - no meio de uma tempestade - em chamas - antevê -
O palco - da inépcia? - A nuvem suicida - do sono - a morfina - sumptuoso - animal -
E sob a curva do céu - vem pedir socorro? - Ilumina - a retina - mente - senil ? -
Quem fixa a inadiável cegueira - do visível? - Frente ao decrépito - perpetua -
De novo o inócuo - e o insignificante? - Nos confins do infame - o transe ? -
2.
Entre os códices do exacerbado - o voo dos corvos e das carpas - a lucidez do recôndito -
Este saber do incauto - sobre as cisternas - do irecuperável - o revólver - a erva e o caule -
Lâmpada de cal - na argila rasa - os ditames do díspar - canais e levadas - imagens do parco -
3.
Quem perpetua o abismo iminente - este naufrágio sem espectador - o nada e o aquém? -
No emanharado - da comercialização maciça - vislumbra - a aritmética do infame? -
E sucumbe ao ardil bancário - a insensatez? - Na errância - perambular - donde vem? -
Desperto e incissivo - se extenua - na clareza - do hostil - o labor do sacrílego? -
4.
Em vão procuro a enfastiada lucidez - o detalhe - que me cega - entre - visto -
A crise decisiva é algo de crónico na humanidade - a intransigência vacila -
Nenhum tempo é justo - o vazio se propaga - o logro - a indigente lucidez -
O unânime – obscuro - golpe e ferida – que esqueço - viscosidade do anônimo -
5.
Estou apto para o circum-mundo - a torre de pedra - a casa cárcere - o patíbulo -
Nessa nudez - na calle - o sentimento que prevalece é de um fim - de uma extinção –
segunda-feira, 2 de maio de 2011
A MORFINA DO ILÍCITO - O INDAGAR DO AÉREO - DÚBIO ANIMAL - DICÇÃO -
1.
Nas suas veias - a morfina do ilícito - táctil - eclosão do exangue - osso e pupila -
O indagar do aéreo - ciosa cegueira - do visível - altas varandas - de calcário -
2.
Relutância da lâmina - erva do exacto - caligrafia breve - juncos - na parede nua -
Nuvem que deflagra e se amplia - através do areal - prado - galgo - argila rasa -
3.
A ostensiva - geometria - do anônimo - pedra do avesso - arco celeste - canavial -
Dúbio animal - laje - várzea - campo arado - constância dos baixios - umbral -
4.
Prolixa imagem - do cacto - sobre o sono - pavimento nocturno - cenografia - foco -
Embaciada luz - sôfrega mente - cingida dicção - cal do deserto - avesso do pulmão -
Nas suas veias - a morfina do ilícito - táctil - eclosão do exangue - osso e pupila -
O indagar do aéreo - ciosa cegueira - do visível - altas varandas - de calcário -
2.
Relutância da lâmina - erva do exacto - caligrafia breve - juncos - na parede nua -
Nuvem que deflagra e se amplia - através do areal - prado - galgo - argila rasa -
3.
A ostensiva - geometria - do anônimo - pedra do avesso - arco celeste - canavial -
Dúbio animal - laje - várzea - campo arado - constância dos baixios - umbral -
4.
Prolixa imagem - do cacto - sobre o sono - pavimento nocturno - cenografia - foco -
Embaciada luz - sôfrega mente - cingida dicção - cal do deserto - avesso do pulmão -
domingo, 1 de maio de 2011
VILANIA - HIDRA - BANCÁRIA - RASTRO DO DESASTRE - DESVELO E INDIFERENÇA - JAURÈS
Desconheces as invectivas exultantes - dos comissários - infames arautos - da insígnia - bancária -
Pela hidra - o desdém - fraseologia dos magnates - as barricadas - do alto da tribuna -
O que se dissipa - na palavra - de jaurès - grafonola - na rastro - do caos - grito -
Lucidez e escárnio - que nos faz correr - sobre o malogro - exultante - aridez capitalista ? -
Ânsia do politiqueiro - paralisia do homem algemado - desespero que retomas – pelo exausto -
Gracejos da plebe - lumpen proletariado - desvelo e indiferença - certidão de óbito – última parada -
De forçar - a mente ociosa - que nos compele à lisonja vil - a escrita - embuste - dos laureados ? -
Pela hidra - o desdém - fraseologia dos magnates - as barricadas - do alto da tribuna -
O que se dissipa - na palavra - de jaurès - grafonola - na rastro - do caos - grito -
Lucidez e escárnio - que nos faz correr - sobre o malogro - exultante - aridez capitalista ? -
Ânsia do politiqueiro - paralisia do homem algemado - desespero que retomas – pelo exausto -
Gracejos da plebe - lumpen proletariado - desvelo e indiferença - certidão de óbito – última parada -
De forçar - a mente ociosa - que nos compele à lisonja vil - a escrita - embuste - dos laureados ? -
Subscrever:
Mensagens (Atom)