quarta-feira, 27 de julho de 2011

FOTOGRAMA - DO IRREVERSÍVEL -

- A INEGÁVEL - ASSERÇÃO -

1.

Sob o signo do parco - a inexcedida - deriva - das imagens -

Pão - sol ferido - do insano - a evolar-se - cal - do deserto -

2.

Busquei os mapas - do opaco - a lucidez - inegável - asserção -

O que resplandece na prata - aclarado - fotograma do irreversível -

3.

Confinado ao eterno pretexto - da contradição - a tela - do ar -

Persisti - na ânsia da extrapolação - canónica - indizível suspenso -

4.

Em sua boca - húmida - contemplei - a noite - pedra - que vacila -

E a faca do exacto - o relâmpago - que subsiste - para dentro -velado? -

segunda-feira, 25 de julho de 2011

A NOITE - RETINA CONCENTRADA -

INCÊNDIO INABALÁVEL

1.

Sentindo a navalha - na pedra - seu corpo inerme - o jogo do desabitado -

Pela água da cisterna - a noite - retina concentrada - incêndio inabalável -

2.

Mente nômade - escombros no deserto - humidade - das arcas insuperáveis -

Sal do esparso - ímpeto da febre - altas nuvens - da luz - impassível escuridade -

3.

Quem se aparta - calado - pelo fragrante - indefeso - resvala pelo eloquente -

No tempo que virá - ilumina - a voz do inexcedido - mar perpétuo - incontido ? -

ARGÚCIA DO DEVASTE

FULGOR DO ÍNFIMO – POR TRÁS DA PEDRA -

Sob a lâmina - o pescoço distendido - as bétulas - cada instante -

Lâmpada que subsiste - no fulgor do ínfimo - por trás da pedra -

LUZ PRATEADA – DOS REFLECTORES –

Argúcia do devaste - onde vislumbro - a luz prateada - dos reflectores -

Os códices - no fundo das águas - os mapas - entre as ervas salinas -

GRÃOS DE SAL – ANTE OS PULMÕES -

Cacto e orvalho - sobre a memória ténue - corpo que se dissipa -

Obstinação das pálpebras - pão - grãos de sal - ante os pulmões -

sexta-feira, 22 de julho de 2011

MAR OBSCURO - DO IRRESOLUTO -

Por sobre o sono - vislumbras a eclosão da tâmara - reflectida -

Sobre a chama - a pedra - do invulnerado - o sal - do obstinado -

Noite - luz - que assoma na retina - mar obscuro - do irresoluto ? -

quinta-feira, 14 de julho de 2011

LETRA SOBRE O INCOLUME - INCONSÚTIL EMBRIAGUEZ

O peixe e a boca de sal - a palavra que se divisa no oblíquo -

Lava da escrita - o inerme - tácito fulgor - do inominável -

Infindável pobreza do scriptor - ébria simbiose - do aéreo -

Aleph – men – thau – injustificada letra - sob o incólume -

A cegueira do hábil - nuvem do disperso - delito - blasfémia -

Renuncia e nevrose - voz - que nos compele ao indecifrável -

Inconsútil embriaguez - arte hermética - do intransponível ? -

Pentagrama do Absoluto

Subita a pedra cubica


Pentagrama do absoluto


Lucidez que perseguimos



Sobre a convulsão do arcano



terça-feira, 12 de julho de 2011

CÉU ÀS AVESSAS - MAPAS DO REVERSÍVEL

Ante o que se remove - nesses mapas - do reversível -

O céu às avessas - profusão do dúbio - in – saciado ? -

Luz - húmida - ímpia figura de pedra - sob o pórtico -

Inerme lógica - do aéreo - hieróglifos do tarô - gárgula -

Antecipando - o que subsiste - emerso - pelo visível ? -

terça-feira, 5 de julho de 2011

ÁUGURE DA GNOSE - POR SOBRE A ABÓBADA E A NAVE

TANGÊNCIA - PEDRA QUE SE APRONTA - NO ESTERTOR DA LUZ -

Eis-me junto do ignoto - áugure da gnose - por sobre a abóbada e a nave - a figura do reverso -

Junto à cal irremediável - a nuvem do propício - sua chave - antecipação - saltério químico - de nicolas flamel -

No que descerras - o tóteme do contíguo - a trespassada obstinação da geometria - ângulo ininterrupto -

Tangência - pedra que se apronta - no estertor da luz - o cinzel - do delírio - arcos do triunfo - a cabeça do baphomet -

quinta-feira, 30 de junho de 2011

UBÍQUO DAGUERREÓTIPO - LENTE DO AVÊSSO -

VOZ DO LOQUAZ - TIMBRE DIMINUTO -

1.

Entre o frémito das imagens - a célere - consumação do díspar -

Meu ubíquo daguerreótipo - lente do avêsso - luz implacável -

2.

Sob a areia - do incólume - a película imóvel - obscuro - hermético -

Justaposto - som - da insónia - o apelo do ignoto - recanto imundo -

3.

Essa voz do loquaz - timbre - diminuto - que subsiste - inapropriado -

Pela cisterna - a irrisão da pedra - a mais recôndita - lâmina dourada -

4.

No que perscrutas - comedido - a cegueira - luz oculta - inalterável -

O baú dos mapas - os lírios - que irrompem na cal - a esborar-se -

5.

Os juncos - fráguas - inflexível lucidez do aéreo - tácito fulgor -

Do inominável - obtuso - recôndito - corpo - palavra insaciável ? -

segunda-feira, 13 de junho de 2011

SIGLA E SENHA - ARTE CONSUMADA DO IRRESOLUTO

Dir-te-ei o que sobeja - da pintura - a luz - dissonante - irreversível -

Os mapas do aéreo - voz elíptica - pedra obscura - cúpulas do avesso -

Refratária voluta do anónimo - nave - que subsiste - sigla e senha -

Saciedade - téssera - pitagórica trama - arte consumada do irresoluto -

segunda-feira, 6 de junho de 2011

RECÔNDITA ARTE - GAIO SABER - LUZ DO OLVIDO -

O TORDO E O BOI - NA NEBLINA - GRALHA DO OBSTINADO - O FENO E OS MUROS -

A Maria Estela Guedes evocando a "alquimia" que tinha também o nome de Agricultura celeste e os seus Adeptos o de Lavradores

1.

Língua das pedras - gaio saber - luz do olvido - arcano maior - corpo dúbio -

Despercebida voz do fidedigno - as aves e o cervo - à beira do caminho -

O monte de calcário - para o céu - gralha do obstinado - o feno e os muros -


2.

Campo ceifado - inflexível ecrã - cálido fulgor - do branco - a desmedida do grito -

O pastor e o gado - do aéreo - yin e yang - as pegadas nas nuvens - do disperso -

Espessa luz - do desconhecido -conjecturas - placenta do anónimo - solve et coagula -

3.

Humidade do bosque - quietude da chama - irremediável - fala - remoinho de água -

Pela borda - do prado - o pertinaz fulgor - do ígneo - o som - orfandade da acácia -


4.

O tordo e o boi - na neblina - ebriedade da mente - floresta e campos lamacentos -

Sob o incêndio - a saciedade do verme - ímpeto - da erva daninha e do carvalho -

5.

A porta franqueada da torre e os ramos de jacinto - carpas pela água do irresolúvel -

Mapas do comedido - porcelanas - sais- - a lâmina e o arcabuz - ociosidade do arado -

6.

A água do inalterável - nesta colina - ar nas entranhas - alcateia - dizer do incontido -

Poço que me domina - inútil voz - do insaciável - recôndita arte - larva que incandesce-

sexta-feira, 20 de maio de 2011

ISAAC BABEL, VÉSPERA SABÁTICA

1.

Isaac Babel há-de chegar - com a cavalaria vermelha - presságio do dúbio -

Entre as nuvens- caminho de ninguém - a véspera sabática - da cegueira -

Sob a côr púrpura - a chama - da escrita - na cabeça - lâmpada do prolífico -

Brisa maior - da treva - a infranqueável lucidez - irrepetível grito - na noite -

2.

Invocando odessa - a saciedade da pedra - que nos devasta - e se precepita -

Os mapas - da sonolência - lábios do sedento - pretexto do bosque indistinto -

Por detrás da impenetrável ferida - o obscuro amigo - a memória do implacável -

Luz desvanecida - do aéreo - a nudez - do ultraje - cárcere - serpente inacessível -

terça-feira, 10 de maio de 2011

CRISE DECISIVA - UNÂNIME OBSCURO - ARITMÉTICA DO INFAME

1.

Quem desfila - apressado - no meio de uma tempestade - em chamas - antevê -

O palco - da inépcia? - A nuvem suicida - do sono - a morfina - sumptuoso - animal -

E sob a curva do céu - vem pedir socorro? - Ilumina - a retina - mente - senil ? -

Quem fixa a inadiável cegueira - do visível? - Frente ao decrépito - perpetua -

De novo o inócuo - e o insignificante? - Nos confins do infame - o transe ? -


2.

Entre os códices do exacerbado - o voo dos corvos e das carpas - a lucidez do recôndito -

Este saber do incauto - sobre as cisternas - do irecuperável - o revólver - a erva e o caule -

Lâmpada de cal - na argila rasa - os ditames do díspar - canais e levadas - imagens do parco -


3.

Quem perpetua o abismo iminente - este naufrágio sem espectador - o nada e o aquém? -

No emanharado - da comercialização maciça - vislumbra - a aritmética do infame? -

E sucumbe ao ardil bancário - a insensatez? - Na errância - perambular - donde vem? -

Desperto e incissivo - se extenua - na clareza - do hostil - o labor do sacrílego? -


4.

Em vão procuro a enfastiada lucidez - o detalhe - que me cega - entre - visto -

A crise decisiva é algo de crónico na humanidade - a intransigência vacila -

Nenhum tempo é justo - o vazio se propaga - o logro - a indigente lucidez -

O unânime – obscuro - golpe e ferida – que esqueço - viscosidade do anônimo -

5.

Estou apto para o circum-mundo - a torre de pedra - a casa cárcere - o patíbulo -

Nessa nudez - na calle - o sentimento que prevalece é de um fim - de uma extinção –

segunda-feira, 2 de maio de 2011

A MORFINA DO ILÍCITO - O INDAGAR DO AÉREO - DÚBIO ANIMAL - DICÇÃO -

1.

Nas suas veias - a morfina do ilícito - táctil - eclosão do exangue - osso e pupila -

O indagar do aéreo - ciosa cegueira - do visível - altas varandas - de calcário -

2.

Relutância da lâmina - erva do exacto - caligrafia breve - juncos - na parede nua -

Nuvem que deflagra e se amplia - através do areal - prado - galgo - argila rasa -

3.

A ostensiva - geometria - do anônimo - pedra do avesso - arco celeste - canavial -

Dúbio animal - laje - várzea - campo arado - constância dos baixios - umbral -

4.

Prolixa imagem - do cacto - sobre o sono - pavimento nocturno - cenografia - foco -

Embaciada luz - sôfrega mente - cingida dicção - cal do deserto - avesso do pulmão -

domingo, 1 de maio de 2011

VILANIA - HIDRA - BANCÁRIA - RASTRO DO DESASTRE - DESVELO E INDIFERENÇA - JAURÈS

Desconheces as invectivas exultantes - dos comissários - infames arautos - da insígnia - bancária -

Pela hidra - o desdém - fraseologia dos magnates - as barricadas - do alto da tribuna -

O que se dissipa - na palavra - de jaurès - grafonola - na rastro - do caos - grito -

Lucidez e escárnio - que nos faz correr - sobre o malogro - exultante - aridez capitalista ? -

Ânsia do politiqueiro - paralisia do homem algemado - desespero que retomas – pelo exausto -

Gracejos da plebe - lumpen proletariado - desvelo e indiferença - certidão de óbito – última parada -

De forçar - a mente ociosa - que nos compele à lisonja vil - a escrita - embuste - dos laureados ? -

quinta-feira, 28 de abril de 2011

O PULMÃO - GUELRA - DO OMISSO - O CÂNONE DO ESPARSO- ARGÚCIA ANIMAL

1.

Há-de sempre bastar-me o inadvertido - corpo - do irresoluto - o pulmão - guelra - do omisso -

Na lucidez do extemporâneo - os mapas - arcas - abandonadas - a demência dos in-fólios -

Um ténue freixo - o avesso da pupila - a cratera - de metal - água - do inconciliável? -

2.

Dir-te-ei o incêndio - que deflagra - entre retábulos - a argúcia - animal - o êxtasse -

Após o inadiável - o pulso - amarrado - ao cais - de prata - o olhar vendado - persistência do dúbio -

A lâmina - do incontido - no cal das muralhas - pelo empedradado - o sargaço - a hélice - de gêsso -

Onde te deténs – granada obscura - do aéreo - a sombra - beleza - do mar alto - mestria da luz -

3.

Sob o cânone do esparso - a pedra - ferrovia do inepto - revólver inclemente - ponte pênsil - grito -

Réstia da pedra e da escrita - lâmpada de cal - táctil - fulgor - dos líquenes - voz do insano -

O ímpeto da corrente - na retina - relâmpagos - onde me detenho - trovador - loquaz -

quinta-feira, 21 de abril de 2011

SAGEZA -VOLÚVEL COROLA - SORTILÉGIO HAURIDO - SOB A PUPILA - EXTRAVIADA - DA SEREIA

1.

Número e figura - abóbada desnuda - sobre as águas - em seus lábios - os mapas desbotados -

Canavial - insaciável mente - prata e sombra - revólver - pátio amplo - asas de milhafre -

2.

Inadiável - torre de vigia - na retina - seixo - inerme - que o brilho - do corpo - aclara -

Luz que se dissipa - na pedra humedecida - a esvair-se - minhas ovelhas e cabras - fídago do absorto -

3.

Amnésia - dia e noite - manuscrito - longa jornada - terreiro de argila - erma colina - do incêndio -

Céu do insano - clarão - bosques e prado - falésia - ténue voz - do inadiável - altos cimos? -

4.

Sageza - crânio esburacado - tojo - volúvel corola - do incontido - sortilégio haurido -

Enlace - da cal - que fenece - o cobre - clépsidra - vicissitude do branco - desta ilha -

5.

Bátega - mar iníquo - sob a pupila - extraviada - da sereia - lâmina do sucinto ? -

terça-feira, 19 de abril de 2011

A TÊNUE LUZ - OS MAPAS - NUVENS DO SOLÍCITO - AS TÂMARAS DA INSENSATEZ

1.

Evoco cada imagem - tremente de expectativa - os repéteis mudos - sal da cegueira -

junto do solícito - a geometria - por trás das pálpebras - os fotogramas - do anonimato -


2.

Ante a lente do definitivo - o revólver e a câmera clara - o mais fremente - corpo - as mãos -

Sob os arcos - as granadas e a morfina - as sílabas - hálito do mar - noite - do irrealizado -

3.

Rente aos mapas - o céu do irreconhecível - inescrutável deserto - noite do exíguo -





Cúpula e torres - caligrafia - sombras do exasperado - salamandras - orla do bosque -






4.

No que concedo - a tênue luz - diante da ampulheta - o néon - casulo da borboleta
- pupila -





Intangibilidade - da fala - ouro - cisterna - anho - opacidade dos sinais - magnificência do cisne -

5.

Sonolência do branco - a cal - que se desmorona - na treva - pelo topo das pedreiras - o verso obscuro -

Som - da erva iluminada - a lâmina - do invariável - azul - tâmaras da insensatez - vespa - da eloquência -

6.

Por sobre as águas - a reverência das escarpas -
a intransponível cabra - nos cumes do insano -

Pão do escaso - nuvens do solícito - gralhas do inomeado - clareira - serpente do compacto -


sexta-feira, 15 de abril de 2011

REPÚBLICA BORDEL - A LEALDADE E O PATÍBULO


1.


Assistes impassível ao jogo - do tédio - o mais recôndito - inusitado delito - bancário -


A república bordel se mantém - os acordos tácitos - onde grassam as latrinas - vômito -


Conivência dos séculos com o obsceno - fascismo consumista - a violência do anónimo -


2.


Nada apazigua o medo - para lá do palco da saturação - resta-nos a lealdade e o patíbulo -


O motim - na calçada - se torna voz estridente - intangibilidade – absoluta certeza? -

FRÉMITO DO INVERSO


OMISSÃO DA NOITE - DECLINAR DO INSECTO


1.


Invoco swift - o frémito do inverso - pedra desvairada do ar -


Desvanecida e turva - lucidez - obtusa paixão do (in)visível -


2.


Devo morrer - sobre a insígnia - a omissão - da noite - o teu odor -


Trêmula mente - obscurecida - o declinar do insecto - anátema divino -


3.


Perco-me na fresta - ébrio de bosques - a águia real - hidra do espêsso -


No dealbar do distante e do lendário - o que transborda - apurado - no sono -


4.


O vazio - quer atar-me e limitar-me - a luz - remota - do irremediável -