segunda-feira, 25 de julho de 2011
A NOITE - RETINA CONCENTRADA -
1.
Sentindo a navalha - na pedra - seu corpo inerme - o jogo do desabitado -
Pela água da cisterna - a noite - retina concentrada - incêndio inabalável -
2.
Mente nômade - escombros no deserto - humidade - das arcas insuperáveis -
Sal do esparso - ímpeto da febre - altas nuvens - da luz - impassível escuridade -
3.
Quem se aparta - calado - pelo fragrante - indefeso - resvala pelo eloquente -
No tempo que virá - ilumina - a voz do inexcedido - mar perpétuo - incontido ? -
ARGÚCIA DO DEVASTE
Sob a lâmina - o pescoço distendido - as bétulas - cada instante -
Lâmpada que subsiste - no fulgor do ínfimo - por trás da pedra -
LUZ PRATEADA – DOS REFLECTORES –
Argúcia do devaste - onde vislumbro - a luz prateada - dos reflectores -
Os códices - no fundo das águas - os mapas - entre as ervas salinas -
GRÃOS DE SAL – ANTE OS PULMÕES -
Cacto e orvalho - sobre a memória ténue - corpo que se dissipa -
Obstinação das pálpebras - pão - grãos de sal - ante os pulmões -
sexta-feira, 22 de julho de 2011
MAR OBSCURO - DO IRRESOLUTO -
Sobre a chama - a pedra - do invulnerado - o sal - do obstinado -
Noite - luz - que assoma na retina - mar obscuro - do irresoluto ? -
quinta-feira, 14 de julho de 2011
LETRA SOBRE O INCOLUME - INCONSÚTIL EMBRIAGUEZ
Lava da escrita - o inerme - tácito fulgor - do inominável -
Infindável pobreza do scriptor - ébria simbiose - do aéreo -
Aleph – men – thau – injustificada letra - sob o incólume -
A cegueira do hábil - nuvem do disperso - delito - blasfémia -
Renuncia e nevrose - voz - que nos compele ao indecifrável -
Inconsútil embriaguez - arte hermética - do intransponível ? -
terça-feira, 12 de julho de 2011
CÉU ÀS AVESSAS - MAPAS DO REVERSÍVEL
O céu às avessas - profusão do dúbio - in – saciado ? -
Luz - húmida - ímpia figura de pedra - sob o pórtico -
Inerme lógica - do aéreo - hieróglifos do tarô - gárgula -
Antecipando - o que subsiste - emerso - pelo visível ? -
terça-feira, 5 de julho de 2011
ÁUGURE DA GNOSE - POR SOBRE A ABÓBADA E A NAVE
Eis-me junto do ignoto - áugure da gnose - por sobre a abóbada e a nave - a figura do reverso -
Junto à cal irremediável - a nuvem do propício - sua chave - antecipação - saltério químico - de nicolas flamel -
No que descerras - o tóteme do contíguo - a trespassada obstinação da geometria - ângulo ininterrupto -
Tangência - pedra que se apronta - no estertor da luz - o cinzel - do delírio - arcos do triunfo - a cabeça do baphomet -
quinta-feira, 30 de junho de 2011
UBÍQUO DAGUERREÓTIPO - LENTE DO AVÊSSO -
1.
Entre o frémito das imagens - a célere - consumação do díspar -
Meu ubíquo daguerreótipo - lente do avêsso - luz implacável -
2.
Sob a areia - do incólume - a película imóvel - obscuro - hermético -
Justaposto - som - da insónia - o apelo do ignoto - recanto imundo -
3.
Essa voz do loquaz - timbre - diminuto - que subsiste - inapropriado -
Pela cisterna - a irrisão da pedra - a mais recôndita - lâmina dourada -
4.
No que perscrutas - comedido - a cegueira - luz oculta - inalterável -
O baú dos mapas - os lírios - que irrompem na cal - a esborar-se -
5.
Os juncos - fráguas - inflexível lucidez do aéreo - tácito fulgor -
Do inominável - obtuso - recôndito - corpo - palavra insaciável ? -
segunda-feira, 13 de junho de 2011
SIGLA E SENHA - ARTE CONSUMADA DO IRRESOLUTO
Os mapas do aéreo - voz elíptica - pedra obscura - cúpulas do avesso -
Refratária voluta do anónimo - nave - que subsiste - sigla e senha -
Saciedade - téssera - pitagórica trama - arte consumada do irresoluto -
segunda-feira, 6 de junho de 2011
RECÔNDITA ARTE - GAIO SABER - LUZ DO OLVIDO -
A Maria Estela Guedes evocando a "alquimia" que tinha também o nome de Agricultura celeste e os seus Adeptos o de Lavradores
1.
Língua das pedras - gaio saber - luz do olvido - arcano maior - corpo dúbio -
Despercebida voz do fidedigno - as aves e o cervo - à beira do caminho -
O monte de calcário - para o céu - gralha do obstinado - o feno e os muros -
2.
Campo ceifado - inflexível ecrã - cálido fulgor - do branco - a desmedida do grito -
O pastor e o gado - do aéreo - yin e yang - as pegadas nas nuvens - do disperso -
Espessa luz - do desconhecido -conjecturas - placenta do anónimo - solve et coagula -
3.
Humidade do bosque - quietude da chama - irremediável - fala - remoinho de água -
Pela borda - do prado - o pertinaz fulgor - do ígneo - o som - orfandade da acácia -
4.
O tordo e o boi - na neblina - ebriedade da mente - floresta e campos lamacentos -
Sob o incêndio - a saciedade do verme - ímpeto - da erva daninha e do carvalho -
5.
A porta franqueada da torre e os ramos de jacinto - carpas pela água do irresolúvel -
Mapas do comedido - porcelanas - sais- - a lâmina e o arcabuz - ociosidade do arado -
6.
A água do inalterável - nesta colina - ar nas entranhas - alcateia - dizer do incontido -
Poço que me domina - inútil voz - do insaciável - recôndita arte - larva que incandesce-
sexta-feira, 20 de maio de 2011
ISAAC BABEL, VÉSPERA SABÁTICA
Isaac Babel há-de chegar - com a cavalaria vermelha - presságio do dúbio -
Entre as nuvens- caminho de ninguém - a véspera sabática - da cegueira -
Sob a côr púrpura - a chama - da escrita - na cabeça - lâmpada do prolífico -
Brisa maior - da treva - a infranqueável lucidez - irrepetível grito - na noite -
2.
Invocando odessa - a saciedade da pedra - que nos devasta - e se precepita -
Os mapas - da sonolência - lábios do sedento - pretexto do bosque indistinto -
Por detrás da impenetrável ferida - o obscuro amigo - a memória do implacável -
Luz desvanecida - do aéreo - a nudez - do ultraje - cárcere - serpente inacessível -
terça-feira, 10 de maio de 2011
CRISE DECISIVA - UNÂNIME OBSCURO - ARITMÉTICA DO INFAME
Quem desfila - apressado - no meio de uma tempestade - em chamas - antevê -
O palco - da inépcia? - A nuvem suicida - do sono - a morfina - sumptuoso - animal -
E sob a curva do céu - vem pedir socorro? - Ilumina - a retina - mente - senil ? -
Quem fixa a inadiável cegueira - do visível? - Frente ao decrépito - perpetua -
De novo o inócuo - e o insignificante? - Nos confins do infame - o transe ? -
2.
Entre os códices do exacerbado - o voo dos corvos e das carpas - a lucidez do recôndito -
Este saber do incauto - sobre as cisternas - do irecuperável - o revólver - a erva e o caule -
Lâmpada de cal - na argila rasa - os ditames do díspar - canais e levadas - imagens do parco -
3.
Quem perpetua o abismo iminente - este naufrágio sem espectador - o nada e o aquém? -
No emanharado - da comercialização maciça - vislumbra - a aritmética do infame? -
E sucumbe ao ardil bancário - a insensatez? - Na errância - perambular - donde vem? -
Desperto e incissivo - se extenua - na clareza - do hostil - o labor do sacrílego? -
4.
Em vão procuro a enfastiada lucidez - o detalhe - que me cega - entre - visto -
A crise decisiva é algo de crónico na humanidade - a intransigência vacila -
Nenhum tempo é justo - o vazio se propaga - o logro - a indigente lucidez -
O unânime – obscuro - golpe e ferida – que esqueço - viscosidade do anônimo -
5.
Estou apto para o circum-mundo - a torre de pedra - a casa cárcere - o patíbulo -
Nessa nudez - na calle - o sentimento que prevalece é de um fim - de uma extinção –
segunda-feira, 2 de maio de 2011
A MORFINA DO ILÍCITO - O INDAGAR DO AÉREO - DÚBIO ANIMAL - DICÇÃO -
Nas suas veias - a morfina do ilícito - táctil - eclosão do exangue - osso e pupila -
O indagar do aéreo - ciosa cegueira - do visível - altas varandas - de calcário -
2.
Relutância da lâmina - erva do exacto - caligrafia breve - juncos - na parede nua -
Nuvem que deflagra e se amplia - através do areal - prado - galgo - argila rasa -
3.
A ostensiva - geometria - do anônimo - pedra do avesso - arco celeste - canavial -
Dúbio animal - laje - várzea - campo arado - constância dos baixios - umbral -
4.
Prolixa imagem - do cacto - sobre o sono - pavimento nocturno - cenografia - foco -
Embaciada luz - sôfrega mente - cingida dicção - cal do deserto - avesso do pulmão -
domingo, 1 de maio de 2011
VILANIA - HIDRA - BANCÁRIA - RASTRO DO DESASTRE - DESVELO E INDIFERENÇA - JAURÈS
Pela hidra - o desdém - fraseologia dos magnates - as barricadas - do alto da tribuna -
O que se dissipa - na palavra - de jaurès - grafonola - na rastro - do caos - grito -
Lucidez e escárnio - que nos faz correr - sobre o malogro - exultante - aridez capitalista ? -
Ânsia do politiqueiro - paralisia do homem algemado - desespero que retomas – pelo exausto -
Gracejos da plebe - lumpen proletariado - desvelo e indiferença - certidão de óbito – última parada -
De forçar - a mente ociosa - que nos compele à lisonja vil - a escrita - embuste - dos laureados ? -
quinta-feira, 28 de abril de 2011
O PULMÃO - GUELRA - DO OMISSO - O CÂNONE DO ESPARSO- ARGÚCIA ANIMAL
Há-de sempre bastar-me o inadvertido - corpo - do irresoluto - o pulmão - guelra - do omisso -
Na lucidez do extemporâneo - os mapas - arcas - abandonadas - a demência dos in-fólios -
Um ténue freixo - o avesso da pupila - a cratera - de metal - água - do inconciliável? -
2.
Dir-te-ei o incêndio - que deflagra - entre retábulos - a argúcia - animal - o êxtasse -
Após o inadiável - o pulso - amarrado - ao cais - de prata - o olhar vendado - persistência do dúbio -
A lâmina - do incontido - no cal das muralhas - pelo empedradado - o sargaço - a hélice - de gêsso -
Onde te deténs – granada obscura - do aéreo - a sombra - beleza - do mar alto - mestria da luz -
3.
Sob o cânone do esparso - a pedra - ferrovia do inepto - revólver inclemente - ponte pênsil - grito -
Réstia da pedra e da escrita - lâmpada de cal - táctil - fulgor - dos líquenes - voz do insano -
O ímpeto da corrente - na retina - relâmpagos - onde me detenho - trovador - loquaz -
quinta-feira, 21 de abril de 2011
SAGEZA -VOLÚVEL COROLA - SORTILÉGIO HAURIDO - SOB A PUPILA - EXTRAVIADA - DA SEREIA
Número e figura - abóbada desnuda - sobre as águas - em seus lábios - os mapas desbotados -
Canavial - insaciável mente - prata e sombra - revólver - pátio amplo - asas de milhafre -
2.
Inadiável - torre de vigia - na retina - seixo - inerme - que o brilho - do corpo - aclara -
Luz que se dissipa - na pedra humedecida - a esvair-se - minhas ovelhas e cabras - fídago do absorto -
3.
Amnésia - dia e noite - manuscrito - longa jornada - terreiro de argila - erma colina - do incêndio -
Céu do insano - clarão - bosques e prado - falésia - ténue voz - do inadiável - altos cimos? -
4.
Sageza - crânio esburacado - tojo - volúvel corola - do incontido - sortilégio haurido -
Enlace - da cal - que fenece - o cobre - clépsidra - vicissitude do branco - desta ilha -
5.
Bátega - mar iníquo - sob a pupila - extraviada - da sereia - lâmina do sucinto ? -
terça-feira, 19 de abril de 2011
A TÊNUE LUZ - OS MAPAS - NUVENS DO SOLÍCITO - AS TÂMARAS DA INSENSATEZ
Evoco cada imagem - tremente de expectativa - os repéteis mudos - sal da cegueira -
junto do solícito - a geometria - por trás das pálpebras - os fotogramas - do anonimato -
2.
Ante a lente do definitivo - o revólver e a câmera clara - o mais fremente - corpo - as mãos -
Sob os arcos - as granadas e a morfina - as sílabas - hálito do mar - noite - do irrealizado -
3.
Rente aos mapas - o céu do irreconhecível - inescrutável deserto - noite do exíguo -
Cúpula e torres - caligrafia - sombras do exasperado - salamandras - orla do bosque -
4.
No que concedo - a tênue luz - diante da ampulheta - o néon - casulo da borboleta - pupila -
Intangibilidade - da fala - ouro - cisterna - anho - opacidade dos sinais - magnificência do cisne -
5.
Sonolência do branco - a cal - que se desmorona - na treva - pelo topo das pedreiras - o verso obscuro -
Som - da erva iluminada - a lâmina - do invariável - azul - tâmaras da insensatez - vespa - da eloquência -
6.
Por sobre as águas - a reverência das escarpas - a intransponível cabra - nos cumes do insano -
Pão do escaso - nuvens do solícito - gralhas do inomeado - clareira - serpente do compacto -
sexta-feira, 15 de abril de 2011
REPÚBLICA BORDEL - A LEALDADE E O PATÍBULO
FRÉMITO DO INVERSO
quarta-feira, 30 de março de 2011
MAÇOM - PEDRA CÚBICA - DO AR - RECÔNDITO FULGOR - HÓSPEDE DO AVÊSSO
qual fiel-de-amor - sob o jugo do segredo -
neófito - no recesso do ser - estrela-guia -
2.
de novo a veemência - do dilúvio - a criptografia -
fala - insígnia - compasso - viagem - mar da profecia -
mudez - precisão vítrea - jornada - contemplativa -
3.
julguei avistar o tigre - a inflexível lucidez - do deserto -
ante o incoercível - a concisa pedra cúbica - diante - do ar -
a morada - sal - do impronunciado - desvario - flamejante -
fala do incógnito - mapa do oculto - invulnerado - certo? -
4.
o que nos compele - ao recôndito - a incontida luz - do corpo -
fulgor - do díspar - poema absoluto - parede e umbral - pupila -
reincidente tremor do indefeso - imo - solo - voz do indómito -
flama - bosque irrefutável - imensidade - chão do incessante? -
5.
cativo da pitagórica mente - o tarot - entre a lâmina da opulência -
renunciei à arraigada alquimia - da deserção - os versos do anónimo -
por um momento fixei a cal antiga - no vácuo - a magnólia e o arcano -
nas nuvens - os ditames do branco - o arcanjo - hóspede do avêsso -