quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

POEMA-COSMO - DO ELÍPTICO - ORNATO -


ante o  que se aparta - no accentus  - da voz - a lucidez do esparso -
o poema-cosmo  - do elíptico - ornato - deserto inapreensível ?


sobre o dizer - do insone - a corça branca - o prado - ininterrupto -
epigrammata - entreacto - copo de dados - nuvens do inalterável -
 

 
 

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

ESCORÇO - DO ENTREVISTO - CIRCUNLÓQUIO -


sob o  irremediável esvaimento  - reclinar-me na pedra - as altas torres - para apreender o plausível -  a profusão das figuras - dúplices  - signos - do inesgotável - variações sobre nada - escorço - do entrevisto - circunlóquio - o que nos instiga- ao animal inalcançável - o alento do unicórnio -
 
 

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

IMAGENS - DO INSANO - PENTAGRAMA - PUPILA - CEGUEIRA IRREMEDIÁVEL -


sobre as imagens - do insano -  discernir o frémito - da luz - dos holofotes - a  figura  inalcançável - e remover a serpe - inescrutável - pedra sem remate - neste afã do pentagrama - minha pupila - quietude  da  cegueira -  irremediável -
 

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

PEDRA DO IRREVOGÁVEL - INTÉRMINO - ESVAIMENTO -


sobre os mapas  - do aéreo  - tácito - mar - do escasso -  pedra do irrevogável  - espuma   do  constante - intérmino - esvaimento -
 

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

AS IMAGENS - DO INCOMENSURÁVEL - A TÉNUE FIGURA DO CERVO - ESSA SERPENTE NUBLADA -


por sobre a abnegação - ante a luz que se refracta  - transpor as pedras  -  do  incólume -  manter-me  no emerso -  terra adentro - e vislumbrar as imagens - do incomensurável -   a ténue figura - do cervo - essa serpente nublada -  

 

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

António Pedro Ribeiro: individualismo revolucionário, xamanismo e u-topia



De entre os últimos livros de António Pedro Ribeiro, merece ser especialmente citado “Fora da Lei” (e-ditora, Braga, Dezembro de 2012), um poemário miscelânea- iconoclasta que inclui um CD com gravações (recitações) do autor e diseur (ao longo do ano corrente). Todos estaremos de acordo em que estas páginas se inscrevem no quadro de uma escrita testemunho assente em esquemas e fórmulas composicionais pré-estabelecidas - jogos enunciativos - temáticas de teor auto-biográfico (no seu contexto preciso: o domínio dos “fantasmas” pessoais). “Combato os demónios/como Horderlin, Kleist, Nietzsche/vou até ao infinito” (p.30). Desta escrita, segundo o quadro poético-base dos fluxos mentais e da errância - habitual e constante - de ser e ser algo – singular e próprio - das combinações múltiplas – fica-nos a vizinhança imediata com o “caminho excêntrico” de que nos fala Hörderlin. Tem assim o condão de nos remeter à u-topia e ao niilismo (democrático).


hors la loi

 Esta poética surge-nos, antes de mais nada, associada à recusa do poder e do controlo tecnopolita (para usar a expressão de Harvey Cox). Mostra-se-nos guiado pela crítica das estruturas centralizadas de dominação e, no entanto, do capitalismo manipulativo (onde será necessário acrescentar: a lógica do (ter sobre o ser) mercantil). Diremos que estes textos-poemas coincidem também com um tom semi-insurrecional  - no re-assumir da praxis política - da  dialéctica do fora-da-lei, hors la loi -  do “discurso livre”. E em que se reclama o compromisso militante (minoritário) e o próprio ideário da liberdade: a "liberdade livre" de Rimbaud. A escrita de António Pedro Ribeiro - já o dissemos antes - sempre se mostrou possuída por uma paixão central da “urbs” - a prática viva e“mítica” da cidade-panorama - transumante ou metafórica - da “polis” - dos “voyeurs” ou caminhantes metropolitanos- “on the road” - bem à maneira da beat generation - do “dire-vrai” sobre eros - as questões atinentes a todo o poder-dominação que se volve demoníaco (a “Kultur” consumista ou o “American Way of Life”).

iluminações

Na acentuação crítica do mundo quotidiano (everyday-world) e do mundo da vida (life-word)  - sob um fundo filosófico partilhado que nos remete à Internationale situationiste francesa e seus sonhos de revolução e libertação no domínio da vida quotidiana - as teses criticistas de Henri Lefebvre  -  esta poemática  encerra em si, necessariamente, uma vocação dialógica e comunal. O point de départ da poesia de António Pedro Ribeiro é, em sentido rigoroso e original, a discussão sobre “representação” e “autoridade”: a sociedade do espectáculo. A originalidade desta escrita-vórtice está no contínuo movimento de imersão/ re-emersão da palavra - dando prevalência à vox (vocis) - às “iluminações”. Poderemos pôr em evidência um tipo de poesia engagé - pós-radical - de inscrição ideológica “para-marxista”. Na crítica dos módulos e fórmulas da sociedade de mercado e de dominação - num contexto de “acelerada” “liquefacção” das estruturas e instituições sociais em que hoje naufragamos-  esta poética prima, antes de mais, pela singularidade e intransigência do seu radicalismo (a lição báquica): “mas há noites em que Dionísios/volta e aí dança, celebra e faz/tremer o instituído” (p.31)

niilismo
Os poemas de António Pedro Ribeiro exibem, em seu contexto de significação original, um questionar social e político: advogam um niilismo extremo, o l´enjeu do individualismo revolucionário (na acepção de Alain Joufroy). Sob a égide da crítica básica do sistema industrial-consumista - denunciam-se as patologias e as fraquezas da razão instrumental - os truques e mentiras (a linguagem corrente) dos contabilistas e dos economistas - do poder soberano e das suas instituições -  a situação humana, the human predicament  (na conceituação do teólogo Paul Tilitch). Mais ainda, os oligopólios - o mundo financeiro  - o escravismo e a opressão mercantil - a estrutura e a lógica da “sociedade unidimensional” (v. Manifesto Antinormalidade, p. 26-27). Unindo-se ao niilismo de Max Stirner e Guy Debord - as razões de uma revolta anárquico-libertária - Rimbaud, Morrison, Ginsberg e Miller - o próprio riso de Zaratustra – a obra de António Pinto Ribeiro assenta, de per si,  na assumpção cénica (assertiva) do desejo ( a "indizibilidade do único"). Não teremos dificuldade em entender, desde já, porque os gregos falavam de um logos spermatikos, a palavra geradora ou o pensamento seminal.

trans(e)versal
A poesia de António Pedro Ribeiro assenta, por conseguinte, -  já o vimos precedentemente - na crítica da alienação (manipulação autoritária) e da dominação (instrumental, organizacional e psíquica) - cujo protótipo simbólico é o “Zé-Ninguém”  de W.Reich. Referimo-nos a uma escrita que veicula latu sensu a insânia, o pathos da loucura e a ebriedade. Não se deve perder de vista a plenitude e a beatitude de uma poética sugerindo um caminho (de discernimento) alternativo (primordial e iluminativo): "asceta longe da tribo xamã encoberto" (p.21).Trata-se - à primeira vista - de uma escritura “engajada” - de apego ao trans(e)versal - que se opõe à visão normal - convencional. Poderíamos falar longamente sobre a conscienciosa rebelião desta poesia (porquanto uma escrita da contestação, do dissentimento ou da recusa). Temos assim uma poética mundivivencial da dicção coloquial quotidiana (para além da mera tradição lírica-discursiva).

activismo existencial
A poesia negativa e dialéctica-dialógica - catártica e des-construtora - assume a dissidência - o poder da contestação e do protesto que é essencial a todo o pensamento livre e criador. Esta escrita denunciadora do “vazio” do mundo - da ideologia e da linguagem tecnocrática do capitalismo planetário (que transforma a pessoa humana em um ser domesticado e unidimensional) esforça-se por ser - sob as estratificações das convenções fixas - uma poesia dos transes e transportes visionários. E é ainda bem preciso e essencial notar o seu pendor oracular e na coincidência com as correntes beat. Uma das dimensões destes textos é o forte pendor ideológico - enquanto propensão crítica do ethos do domínio capitalista e inclusive da res publica burguesa. Já que se admite que o poder político é basicamente sustentado pela coerção física, enquanto que o poder económico se sustenta através de recompensa e privação.  

hybris

Trata-se de uma poesia da iconoclastia e da irreverência (composta de palavras-chave no sentido estrito) que enaltece, vimo-lo nos capítulos precedentes, a auto-reflexão. Em que há também um  exercício crítico em torno da sociedade autoritária “unidimensional”. Por fim, o questionamento dum mundo dominado por critérios de eficiência e sucesso e, por conseguinte, assente na “auto-escravização”do humano. Verificar-se-á que esta poesia - com os seus laivos de narcisismo umbiguista   - está necessariamente ligada ao activismo existencial-visionário: de negação do ethos e do pathos do autoritarismo. Noutras palavras: uma escrita que patenteia, desde as primeiras obras, uma opção ético-política libertária. Falámos dos insigths de uma poética que nos surge mobilizada pelo “sagrado selvagem - o amor ao prolixo- a pro-jecção da hybris. “sou o canto das aves/e das sereias/sou aquele que renasce/e aquele que bebeu o Graal/que esteve com Jesus,/Merlin e Zaratustra//sou o super-homem/o poeta que reinará/sobre a Terra/sou Quixote/a lutar contra os moinhos/sou Artur de Camelot/sou todos os vencidos/que hão-de vencer/sou a água dos rios/sou o poema que não acaba/a canção que não se cala/o ouro todo do mundo” (pp.18-19)

profecia

Parece pois que as diligências da escrita de António Pedro Ribeiro, do poeta como do “performer”, são comandadas, cada vez mais, pela “projecções” do inconsciente. Isto traz-nos à mente os mecanismos de dissociação efectiva da identidade. A sua forca de gravitação está na apologia do “espírito livre”: libertação e liberdade colectiva. Tendo em conta essa outra virtude que é a poesia manifesto. Mais: a causa em que parece enfileirar é a causa da velha e da nova esquerda em estilo profético: democracia, auto-governo, organizações de base. É aqui que se faz importante a verificação da missão da denúncia e da profecia (já o indicamos anteriormente). Mas onde se enfatiza  a liberdade e a “auto-determinação”: a de que somos “fazedores de mundo” (assinale-se a obra "Ways of Worldmaking" (1978) de Nelson Goodman) e a de que - note-se - estamos constantemente a fazer “novos mundos a partir dos velhos”. Como no-lo diz: “Capaz de gerar estrelas crio mundos novos” (p.43). Mas, pela sua própria natureza, uma poesia de "demanda" que - no seu teor cívico-ético - planfletarismo - simboliza a insurreição, a revolta, enfim, a crítica ao fascismo (democrático) em acto - que Agamben-Foucault denominou "bio-poder" - , quando se associa a visão paradigmática política do Ocidente ao campo de concentração.

(contra)poder

A poética da qual falamos é o exercício de um "contra-poder" (num aferrar-se à ideologia libertária e democratista). “Os instrumentos pelos quais o poder é exercido e as fontes do Direito para esse exercício - escreve Kenneth Galbraith – estão interrelacionadas de maneira complexa. Alguns usos do poder dependem de estar oculto, de não ser evidente a submissão dos que a ele capitulam” (Anatomia do Poder, Difel, Lisboa, p. 19).  Observar-se-á, portanto, que o poder (no estrito exercício e manutenção)  nunca pode, afinal, dissociar-se  do seu appparatus.  O que não podemos esquecer é que a história é normalmente escrita em torno do exercício do poder. Assim sendo poderia igualmente ser escrita em torno das fontes do poder e dos instrumentos que o impõem (Ib. p.105). Haveria apenas de perguntar se, basicamente,  a finalidade do poder é hoje o exercício do próprio poder? E se tem ainda sentido admitir-se a poesia - passivamente como activamente - num mundo assente nas relações de poder -  enquanto dom, hospitalidade, transe, desmesura?

leviathan

 Na presente obra submetem-se a um exame crítico as categorias jurídicas tradicionais: re-equacionam-se os fundamentos do poder político e do direito (o novo leviathan). Não se trata evidentemente de propor a abolição dos códigos e das regras mas de considerar que o direito não é redutível a: 1) uma série de ordens ou imperativos, 2) um mero sistema de normas, 3) regularidade dos comportamentos, 4) função de uma realidade de tipo objectivo-natural. O que queremos sustentar é que a lei - as normas jurídicas - são fenómenos impessoais. Mas o que aqui é relevante é o dogma do liberalismo e do neo-liberalismo jurídicos - tácitamente uma ordem jurídica fechada e completa (primum verum). Parte-se aqui confessadamente de um desmascaramento da ideologia da “ordem”(da “normalização”) na acentuação de um confronto assumido que incide sobre a doutrinação uniformizante e a política moderna (como uma forma específica e difusa da guerra) super-dirigida. É razoável supor que a liberdade de realização dos fins individuais está pré-determinada pela história e pela sociedade. Na expressão de António Pedro Ribeiro: “Os negócio dos homens nada nos dizem/ entre faunos e sátiros/ erigimos a nossa morada/o homem vulgar não nos atinge” (p. 62)

 (in)submissão

 Não é necessário dizer que a linguagem mordaz e a linguagem mágica permanecem. Vem depois a valorização da natureza-experiência primordial e, em particular, da infância (imóvel). Distingue-se pela concepção rousseana - franciscana-silvestre do homem - que se revela da mesma natureza das pedras, animais ou plantas. “Celebro o triunfo da Arte sobre a sobrevivência. Sou o homem que vem dos séculos, da floresta. Trago em mim o enigma da existência. Sou rei, mago, poeta. Sou delírio e loucura. Sou o primeiro homem. Não conheço limites, sigo a liberdade antiga” (p. 22). Digamos - para encerrar, e de passagem - que esta poesia configura, nas suas linhas gerais, o cosmopolitismo, num tempo de mundialização do urbano, - das cidades-mundo - em que de facto se adensa particularmente a aceleração da história e, por outro lado, a decadência da paisagem (a destruição da natureza). E que supõe também o emergir do monstruoso (criado pelo homem) e a crescente artificialidade em todas as dimensões essenciais da existência. As estruturas políticas (incluindo o Estado) não existem fora da totalidade social de que são um elemento integrante. Revertendo agora ao nosso ponto, temos que a escrita de António António Pedro Ribeiro é mais o ponto de vista afirmativo da mensagem libertária - uma poética que recupera o ideal - o arquétipo do poeta-xamã. Ora - e para falar a linguagem de Platão - a poesia supõe a inspiração, ou seja, uma possessão do poeta por uma força divina, seja qual for, Musa ou Apolo, ou um “fora de si”, mais ou menos definido. Mas onde o testemunho “numinoso” é ainda transe.

Café-Bar Olimpo

Porto 21 de Dezembro de 2012

 Alexandre Teixeira Mendes

 

 

 

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

INTENTO - DA VOZ - A NUVEM DERRADEIRA -


convencido -  que deixamos - concluir-se o intento - da voz -  através - do corpo - que se esvai - imagens esparsas - do último momento -  a nuvem derradeira -

  

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

AS IMAGENS DO INOMINADO - GAZE - NO ALENTO DOS BRÔNQUIOS -


as imagens do inominado - tênue pavilhão - gaze - no alento dos brônquios  - enfastiada palidez  - des-ser - esófago - suco gástrico - sofrimento e morte -  irreversível -

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

UNICÓRNIO - VOZ DO LATENTE - SEU CORPO INTERMITENTE - MAPAS - DO DESCONHECIDO -


sobre a flâmula - do comedido - resta-nos a  luz evanescente - o unicórnio - mais que sabido - meu desejo perdido -

já perscrutei no enlevo dos lábios - a voz do latente - seu corpo intermitente - cartas anónimas - que retive - mapas - do desconhecido -

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

ECRÃ - MAPA DO INAUDÍVEL - VENTO ELECTRÓNICO - COSMOS - DO INTRADUZÍVEL -


sobre o ecrã - do telescópio - o mapa do inaudível - vento electrónico - beleza da equação - o sal do  pulmão - indelével  - cosmos -  olor do prado -  mente - súplica - do intraduzível  -

 

 

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

PALOMAR HERMÉTICO - AVIDEZ - DA ASTRONOMIA - O W - DA CASSIOPEIA -


através do   brilho nublado - vais fixando - contíguo ao pátio - o extravio dos mapas - essas galáxias  - do circunspecto -

resta-me expurgar - a matemática do sumptuoso - meu telescópio - que subestimo - palomar - hermético -

sob as  nuvens do inflexível - seguimos viagem - permanecemos na avidez - da astronomia - o w - da cassiopeia -

eis as figuras  - do inábil - a relatividade do erro -  entre órbitras - as imagens - do insubstituível  - 

 

terça-feira, 13 de novembro de 2012

SOB O JUGO DO CIRCUNSCRITO - A ASTRONOMIA - NA NOITE - INTENTO - DAS ESTRELAS PRESUMIDAS -


sob o jugo do circunscrito - a incongruência do peremptório - céu renhido da astronomia -  as imagens prematuras - reger-me pelo ecrã indefinido - a prova decisiva - na noite - reflexo nas lentes - symmetria do opaco - eis-me pronto a esquecer o telescópio - recôndito intento - das estrelas presumidas -

 
 

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

ANTE O RIGOR DOS MAPAS - A ASTRONOMIA - PARA ESQUECER - SAL E ESPUMA - FRÉMITO DO QUE SE DISSIPA - NÃO CHEGAR - A LENTE CURVILÍNIA - DE EDWIN HUBBLE -

ante o rigor dos mapas -  a astronomia - para esquecer  - dafne e cloé - o cemitério marinho -  o que devém - incomparável -  na voz de píndaro - minhas longas viagens - altas torres - barco bêbado - na amplidão - vácuo - permanência do audível - nomeação - mandrágora - passo incansável - sal e espuma - frémito do que se dissipa - não chegar - ao zero-círculo - a inércia polar - para esquecer  - sob o céu pesado - a câmara do avesso - a geometria do discreto - meu tractatus - inegualado - prelúdio da elucidação - matéria cosmos - no que perscrutas - a lente curvilínia - de edwin hubble - poeira irremovível - em demasia - as obíquas imagens - do inalterável -




terça-feira, 9 de outubro de 2012

LUZ DO OMISSO - NO NÃO-DITO - FRÉMITO DO INVERSO -

errei todo o discurso dos meus anos - no que concedo - a luz do omisso - os mapas e in-fólios - a lucidez do extemporâneo -

devo permanecer - no não dito - sobre o que transborda - o frémito do inverso - transpôr as prisões baixas - a argúcia - do que cessa - a voz do inadiável -



sexta-feira, 14 de setembro de 2012

O EMPHATICUM - A VOZ DE FRANÇOYS VILLON - INFINDÁVEL - SUBTERFÚGIO - DOS MAPAS -

fixar o emphaticum - a voz - de françoys villon - escollier - no intento - do imponderável - acolher - o que se esvai - no sal - da insónia -


nesse copo de dados - perscrutar o avesso e o recôndito - e transpor os sinais do inenarrável - as figuras do ilegível -



ante a cúpula de pedra - sobre a espessa luz - do desconhecido - como retomar - o esquivo -  o velo de ouro - o infindável - subterfúgio - dos mapas - o mar intacto ? -

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

RASTRO DAS FIGURAS - SOBRE O SAL DO INCERTO -

o que perpassa  - na pedra  e  na cal   - rastro das figuras - sobre o sal do incerto  - a serpente e o boi - naus  e mapas  - do peremptório  -


sexta-feira, 7 de setembro de 2012

MÍSERO PECÚLIO E MENTE NULA - POLÍTICA BAZAR - DO CONSTRANGIMENTO -

saber-me na validez - da fatalidade - mísero pecúlio e mente nula - lucidez do inacessível - ceder à amálgama - doutrinas sórdidas - fanfarronice bancária - a política bazar - do constrangimento -

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

O EPIGRAMA DO DEFINITIVO - VOZ MALOGRADA - INTRANSMISSÍVEL -

fica-me a luz inalterável - o sal - clamor do contínuo - meu legado - convalescente - vénus inacessível - este tempo ignaro -  sob o céu do exasperado - o epigrama  anónimo - do definitivo - voz malograda -  intransmissível ? -   

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

A VEEMÊNCIA - DO INACABADO -

AS NAVES DO SOLÍCITO

sobre as naves - do solícito - que luz desponta - na pedra húmida - dos túmulos - de ver - o imperceptível octógono - a veemência do inacabado ? -


O FRÉMITO IRREPREENSÍVEL


confinado ao que soçobra no olvido - o frémito irrepreensível - cada figura - se volve - inalcançável - tudo se furta ao dizer - na convulsão do aéreo - a clarividência do excesso -

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

PÓRTICO - ARGÚCIA DO ÍNCUBO - INVEROSÍMIL -

quem se furta à visibilidade - o pórtico indescritível - sob o que se torna explícito - ignora a sucinta pedra - a argúcia do íncubo - inverosímil ? -